Cuiabá, 17 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
17 de Setembro de 2026

24 de Abril de 2026, 13h:38 - A | A

POLÍCIA / ALVO DE OPERAÇÃO

Empresário investigado por divulgar "jogo do tigrinho" é acusado de ameaçar policiais

Wilton Wagner foi acusado de chamar policiais penais de "burros" e de chamá-los como cachorros.

Reprodução

Empresário teria xingado e ameaçado policiais penais após prisão por posse ilegal de arma furtada.

Empresário teria xingado e ameaçado policiais penais após prisão por posse ilegal de arma furtada.

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O empresário Wilton Wagner Magalhães, que foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e produto de furto, foi acusado de desacatar policiais penais enquanto estava detido na Coordenadoria de Custódia e Escolta Metropolitana de Cuiabá. Ele é um dos alvos da Operação Aposta Perdida, deflagrada pela Polícia Civil nessa quinta-feira (23), para desarticular um grupo familiar envolvido na divulgação do Jogo do Tigrinho e lavagem de dinheiro.

De acordo com o registro da ocorrência, quando um dos policiais foi informar ao empresário que ele seria levado ao presídio Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, ele se alterou e passou a xingar os policiais penais de “burros”, dizendo que eles não sabiam de nada.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Reprodução

WILTON WAGNER AMEAÇA POLICIAIS

 

Além disso, consta no registro que Wilton teria ameaçado um policial, dizendo “vai ver o seu”, e feito assobios, como se estivesse chamando um cachorro, ato considerado humilhante pelos profissionais.

Diante disso, o empresário foi levado à Central de Flagrantes de Várzea Grande, onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por injúria e ameaça.

Conforme informações obtidas pela reportagem, os supostos desacatos teriam ocorrido após audiência de custódia, na qual o juiz do Núcleo de Justiça 4.0, Cássio Leite de Barros Netto, concedeu liberdade provisória a Wilton Wagner, mediante o pagamento de fiança de R$ 15 mil.

LEIA MAIS: Preso com arma furtada, empresário investigado por divulgar “jogo do tigrinho” paga fiança de R$15 mil e deixa cadeia

O empresário, por outro lado, negou ter sido desrespeitoso com os policiais penais e afirmou que, na ocasião, queria apenas saber se o valor da fiança já havia sido pago e qual era sua situação.

Uma audiência foi marcada para o dia 29 de junho, e Wilton Wagner foi notificado a comparecer para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

Operação Aposta Perdida

O empresário Wilton Wagner foi alvo da Operação Aposta Perdida, deflagrada nessa quinta-feira pela Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

De acordo com as investigações, um grupo criminoso composto por membros da mesma família praticava crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.

LEIA MAIS: Família de influencers fatura fortuna com "jogo do tigrinho" e lavagem de dinheiro em Cuiabá e Várzea Grande

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro apreensões de passaportes e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões.

Além do empresário, foram alvos a esposa dele, Jessica Orben Vasconcelos Magalhães; a irmã de Jéssica, Lili Vasconcelos; e seu marido, o empresário Erison Coutinho, proprietário da loja Rei dos Panos. Os quatro ostentavam uma vida de luxo incompatível com a renda formal declarada.

Durante o cumprimento da busca e apreensão na casa de Wilton, localizada no condomínio Florais da Mata, em Várzea Grande, a polícia encontrou uma pistola Glock G21 calibre .45, além de 12 munições do mesmo calibre e outras 50 munições calibre .380. O armamento estava escondido dentro de um cofre instalado no closet da residência.

Segundo os autos, a arma é produto de furto ocorrido em 2024, em um hotel de Cuiabá, e foi encontrada em pleno funcionamento após perícia técnica.

De acordo com a Polícia Civil, Wilton Wagner não possuía registro da arma de fogo, classificada como de uso restrito. A investigação também aponta indícios de que ele tinha conhecimento da origem ilícita do armamento, o que motivou o enquadramento por receptação.

Em razão disso, ele foi preso em flagrante, mas teve a liberdade concedida após audiência de custódia, mediante o pagamento de fiança de R$ 15 mil.

LEIA MAIS: Empresário é preso em flagrante com pistola furtada e munições de uso restrito durante operação em VG

Comente esta notícia