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07 de Julho de 2022, 16h:30 - A | A

POLÍCIA / CASO PACCOLA

Delegado: Trabalho da DHPP é técnico, não nos levamos por ‘paixões’

O vereador é investigado por assassinar o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, na sexta-feira (01) durante uma confusão no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

Reprodução / Olhar Direto

Hércules Batista Gonçalves, responsável pelas investigações do homicídio do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa

Hércules Batista Gonçalves, responsável pelas investigações do homicídio do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



O delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Hércules Batista Gonçalves, responsável pelas investigações do homicídio do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, 41 anos, disse que o trabalho está sendo realizado de forma técnica e "sem paixões".

Alexandre foi morto com três tiros nas costas, na sexta-feira (01), pelo vereador tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos), durante uma confusão no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

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Em entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (07), logo após receber uma comitiva de vereadores para tratar do caso, o delegado explicou que o trabalho da especializada é definir a autoria e materialidade do homicídio e que cada instutuição faz a sua parte.

"O trabalho da DHPP está sendo desenvolvido de forma técnica, sem adentrar em paixões, sem adentrar em outras visões. Cada instituição faz o seu papel. À DHPP, incumbe a ela definir autoria e materialidade de um homicídio. O que ocorreu lá foi um homicídio e é sobre esse homicídio que o trabalho da DHPP está se desenvolvendo", declarou.

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Gonçalves ainda contou que já foram ouvidas várias testemunhas do crime, inclusive, o interrogatório do vereador.

"Estão sendo produzidas provas periciais, também está sendo reexaminado todo o conteúdo daquelas imagens e foram requisitadas outras, justamente para que a Polícia Civil possa se munir de todas as informações possíveis para concluir as investigações de forma exitosa, esclarecendo todos os pontos obscuros”, acrescentou o delegado.

A DHPP tem um prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, para concluir as investigações acerca do homicídio de Alexandre. Entretanto, o delegado afirmou que a expectativa é que todos os trabalhados sejam concluindo antes dos 30. Depois disso, ficou acertado que a íntegra do inquérito será enviado à Câmara de Cuiabá, para contribuir com o julgamento político, que pode culminar na cassação de Paccola.

“Quero dizer a vocês que nosso trabalho vem sendo desenvolvido de forma muito séria, muito robusta. Ao identificar, e se necessário, ouvir mais pessoas, ouviremos. A lei estabelece prazo de 30 dias para que a gente conclua, caso necessário, pode ter eventual pedido de dilação de prazo, mas a gente acredita que num prazo aí de 30 dias a gente conclua as investigações”, finalizou.

Relembre o caso

Era por volta das 19h de sexta-feira, quando aconteceu o homicídio. O agente estava com a namorada na frente de uma distribuidora. A mulher se envolveu em uma discussão com um grupo de pessoas, após invadir a avenida na contramão e em alta velocidade.

Alexandre estaria tentando mediar a situação e impedir a briga, mas o casal acabou discutindo. O vereador passava pelo local, quando viu uma aglomeração de pessoas na rua e decidiu parar.

Segundo Paccola, uma pessoa na aglomeração gritou que Alexandre estava armado e ameaçando a companheira. Foi então que o parlamentar interviu e atirou três vezes contra o agente, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Afastamento e cassação

No início da semana, a vereadora Edna Sampaio (PT) protocolou os pedidos de afastamento imediato e de cassação do vereador por quebra de decoro parlamentar.

Nesta quinta-feira (7), a Procuradoria da Câmara Municipal emitiu parecer favorável ao recebimento da denúncia, que foi encaminhada à Comissão de Ética. A Comissão tem até a próxima segunda-feira (11) para emitir posicionamento sobre o afastamento imediato e instauração de processo administrativo de cassação.

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