Cuiabá, 27 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
27 de Outubro de 2026

01 de Março de 2020, 07h:54 - A | A

POLÍCIA / DESLIGOU TORNOZELEIRA

Condenado por matar advogada e filho a mando de delegado volta ao crime e é preso de novo

Preso em 2004, Ildebrando Passos, o Huck, tem mais de 30 anos de condenação; ele estava solto com uso de tornozeleira, mas desligou o equipamento há mais de um ano

Arquivo

Acusado foi preso pela Rotam e apresentou documento falso

Acusado foi preso pela Rotam e apresentou documento falso

ANDRÉIA FONTES
DA REDAÇÃO



Condenado a 31 anos e nove meses de prisão por participação no crime que ficou conhecido como Caso Shangri-lá, quando mãe e filho foram mortos a mando de um delegado da Polícia Civil, Ildebrando Passos, 43, conhecido como Huck ou Cobra, volta para a cadeia. A prisão do criminoso foi decretada no dia 24 de janeiro deste ano, por estar desde fevereiro do ano passado com a tornozeleira eletrônica desligada.

Um mês após a prisão ser decretada, Ildebrando foi preso por policiais do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Móvel (Rotam) na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Uma denúncia apontava que o suspeito estaria em um carro clonado.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Ildebrando foi avistado pelos policiais em um Mini Cooper vermelho, apontado na denúncia. Ao ser abordado, se apresentou aos com o nome de Vandil Cândido Camargo Leal. Os policiais descobriram se tratar de documento falso e efetuaram a prisão em flagrante por uso de documento ilegal e receptação. Na delegacia, o dono de uma garagem apontou que Ildebrando também usou documentos falsos para locar o veículo.

Durante audiência de custódia, no dia 26 deste mês, o flagrante foi convertido em prisão preventiva.

Regressão de regime

Juiz da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, Geraldo Fidélis, que decretou a prisão do criminoso, ao ser informado de sua captura, marcou para o dia 11 de março a audiência de justificação, momento que pode definir pela regressão do regime ou que o condenado volte a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

Ildebrando cumpre pena unificada de 31 anos e nove meses de prisão. São 26 anos de prisão pela morte da advogada Marluce Maria Alves e do filho dela Rodolfo Alves de Almeida Lopes. Por tráfico de drogas, foi condenado a mais cinco anos e nove meses.

Caso Shangri-lá

A advogada Marluce Maria Alves e o filho dela Rodolfo Alves, de 24 anos, foram executados quando saíam de casa, em março de 2004.

Além de Huck, que é apontando como o motociclista que levou o pistoleiro ao local do crime, também foram condenados o executor, Alexsandro Campos Lemes, a três anos, uma vez que era menor à época do crime. Benedito Costa Miranda, o Piré, pegou 30 anos e quatro meses de reclusão, por ter contratado Ildebrando, e Francisnei Rodrigues Pereira dois anos de reclusão, por ter emprestado a arma utilizada no crime.

O ex-delegado Edgar Fróes, foi condenado a 30 anos e 8 meses de prisão por ser o mandante do crime .

O motivo do assassinato, de acordo com a sentença de pronúncia, foi porque a advogada Marluce estaria ameaçando o ex-delegado de denunciá-lo à corregedoria. Edgar Fróes teria intermediado uma dívida de Marluce com um agiota. No entanto, Marluce estava repassando o dinheiro a Fróes, valor que não era entregue ao credor. O filho dela morreu porque estava junto na hora.

 

Comente esta notícia

Fabio 01/03/2020

Nossa ... Que juízes severos. Só um ano com a tornozeleira desligada. Deixa o menino em paz...

positivo
0
negativo
0

1 comentários