EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT
A Polícia Civil realizou, hoje (9), uma operação em uma clínica odontológica no bairro Jardim Cuiabá, na Capital, e constatou indícios de exercício ilegal de profissões regulamentadas na área da saúde. O alvo foi a clínica Rizzit Odontologia Cuiabá, de propriedade do cirurgião-dentista Pedro Gonçalves de Souza Junior, mais conhecido como Pedro Junior, que está com o registro profissional suspenso.
Durante a operação de hoje, dois indivíduos foram flagrados exercendo a função de auxiliares de prótese dentária sem curso profissionalizante, sem registro no conselho de classe e sem supervisão de responsável técnico, em desacordo com a legislação que regula a atividade odontológica no país.
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No início deste mês, o CRO-MT suspendeu cautelarmente o exercício profissional de Pedro Junior por 30 dias e abriu processo ético-disciplinar. A clínica já vinha sendo investigada desde o fim de janeiro deste ano, após denúncias de que o proprietário estaria exercendo ilegalmente a profissão de nutricionista, sem formação ou registro no conselho profissional.
Segundo os denunciantes, o dentista oferecia orientações de emagrecimento e consultorias nutricionais por meio de um programa próprio, apesar de não possuir habilitação na área.
Veja vídeo da operação:
Além disso, o profissional responde a procedimento policial instaurado em 2023, quando uma estudante foi flagrada atuando como cirurgiã-dentista na clínica antes da conclusão do curso superior. As investigações seguem em andamento e, nos próximos dias, os autos devem ser encaminhados ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.
O caso ganhou repercussão nas últimas semanas após o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso suspender cautelarmente, por 30 dias, o exercício profissional do dentista e instaurar processo ético-disciplinar. A medida foi adotada após denúncias de ataques públicos a nutricionistas e educadores físicos e de oferta de serviços de nutrição sem formação específica.
Levantamento feito pela reportagem também aponta que o dentista acumula mais de R$ 255 mil em pedidos de indenização por danos morais, materiais e estéticos em ações judiciais envolvendo supostos erros em tratamentos odontológicos, incluindo casos de fraturas dentárias, inflamações, perda óssea e materiais cirúrgicos deixados na boca de pacientes.
Segundo a Polícia Civil, ações integradas entre forças de fiscalização e conselhos profissionais são essenciais para combater o exercício ilegal de profissões, garantir a segurança dos consumidores e assegurar que serviços de saúde sejam prestados por profissionais habilitados.














