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18 de Julho de 2025, 07h:00 - A | A

POLÍCIA / RELEMBRE O CASO

Assassinato de Raquel Cattani completa um ano; matadores ainda não foram julgados

Vítima foi morta pelo ex-cunhado, Rodrigo Xavier, a mando do ex-marido, Romero Xavier; os dois estão presos, mas ainda não há previsão de julgamento.

Reprodução

Raquel Cattani foi assassinada no dia 18 de julho do ano passado, em Nova Mutum.

Raquel Cattani foi assassinada no dia 18 de julho do ano passado, em Nova Mutum.

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



Nesta sexta-feira, 18 de julho, completa um ano da morte de Raquel Maziero Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que foi assassinada a facadas a mando do ex-marido e pai dos filhos dela, Romero Xavier, em Nova Mutum.

O assassinato foi cometido pelo irmão do mandante, Rodrigo Xavier, que entrou na casa da vítima, no assentamento Pontal do Marape, a atingiu com 34 golpes de faca e bagunçou a cena do crime para simular um assalto.

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O corpo de Raquel foi encontrado pelo pai dela, no dia seguinte, 19 de julho de 2024.

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A vítima tinha 26 anos, era mãe de dois filhos e atuava como produtora artesanal de queijos. Ela chegou a ser premiada nacionalmente com títulos de melhor queijo.

Um ano após o crime, Romero e Rodrigo permanecem presos, mas ainda não foram julgados. Conforme informado pela assessoria de imprensa de Gilberto Cattani, os criminosos respondem na Justiça por feminicídio e passaram apenas por uma audiência até o momento.

O processo sobre o caso tramita em segredo de Justiça.

Após o assassinato de Raquel Cattani, a Polícia Civil de Mato Grosso iniciou uma força-tarefa para esclarecer o crime. Cerca de 150 pessoas foram ouvidas, entre familiares, vizinhos e trabalhadores da região onde a vítima vivia.

Desde o início, recaía sobre o marido a principal suspeita do crime, pois eles haviam se separado pouco tempo antes do assassinato, mas Romero não aceitava o término do relacionamento e apresentava comportamento possessivo, inclusive, a ameaçava de morte.

O ex-marido chegou a prestar depoimento à polícia no local do crime, mas a participação dele foi, incialmente, descartada, pois Romero apresentou álibis e estava em outra cidade quando a ex foi assassinada.

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No dia do velório de Raquel, o ex-marido, em meio a lágrimas, se mostrou comovido.

Durante as primeiras investigações, Gilberto Cattani manteve Romero por perto. Mesmo com “o pé atrás”, como ele mesmo chegou a dizer em entrevista, continuou mantendo contato com o ex-genro para contribuir com a elucidação do caso.

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Durante as diligências, análises foram feitas na cena do crime e foi possível identificar impressões digitais, pegadas e demais evidências de que a casa foi invadida.

Diante da desconfiança contra Romero, a polícia identificou que o irmão dele possuía diversas passagens pela polícia, além de ser usuário de drogas.

Um dos pontos investigados foi que, enquanto ainda estava casado, Romero não tinha contato com o irmão. Após a separação, eles haviam se reaproximado e passaram a se encontrar e trocar mensagens.

Rodrigo foi ouvido pela polícia e apresentou uma versão com inconsistências. Posteriormente, a polícia foi até à casa dele e acabou encontrando pertences de Raquel que ele havia roubado, como um frasco de perfume.

Com isso, ele mostrou nervosismo e acabou confessando que matou a vítima a facadas, a mando de Romero, por R$4 mil.

Após a confissão, ele foi preso. Assim como Romero, que foi detido pelos policiais na casa dos pais de Raquel Cattani, Gilberto e Sandra Cattani.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Edmundo Felix, o mandante demonstrou ter uma personalidade “fria e calculista”, pois em nenhum momento se mostrou arrependido do que fez.

Romero e Rodrigo Xavier foram denunciados pelo Ministério Público por feminicídio, com as qualificadoras de crime cometido mediante pagamento, por meio cruel e com emboscada ou recurso que dificulta a defesa da vítima.

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Agora, os dois filhos de Raquel e Romero estão sob a guarda dos avós maternos.

A família aguarda o julgamento e espera que os assassinos sejam condenados com pena máxima. 

Homenagens

A sala da Procuradoria da Mulher, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebeu o nome de Raquel Cattani.

Como produtora rural, a vítima também teve o nome dado à categoria “Inovação Regional” do 1º Concurso do Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso.

Foi criado ainda, em homenagem à Raquel, a Ordem do Mérito Legislativo Raquel Cattani, em reconhecimento às pessoas e entidades que atuam na conscientização à violência contra mulheres.

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Mauro 18/07/2025

Só aguardar um juiz da a liberdade para eles provisória pegar e enforcar em praça pública ,esses demônio ,

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1 comentários