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08 de Julho de 2024, 16h:40 - A | A

POLÍCIA / ATUA EM CAUSA PRÓPRIA

Advogado que tentou matar ex-namorada diz que agiu em legítima defesa: "Ela é mais forte e maior"

Nauder Junior Alves Andrade será julgado pelo Tribunal do Júri por feminicídio tentado.

Reprodução

Nauder foi preso em agosto de 2023, dentro de uma clínica de reabilitação.

Nauder foi preso em agosto de 2023, dentro de uma clínica de reabilitação.

THIAGO STOFEL
REPÓRTERMT



O advogado Nauder Junior Alves Andrade, que assumiu a própria defesa na ação em que é julgado pela tentativa de feminicídio da ex-namorada, entrou com recurso para que seu julgamento não seja feito por meio de júri popular. No pedido, ele alega que foi a ex, que ele diz ser mais alta e mais forte que ele, que o agrediu, de modo que ele teria agido apenas para se defender.

Nauder foi preso em agosto de 2023, dentro de uma clínica de reabilitação. Ele é acusado de espancar a namorada até ela ficar desacordada dentro de um apartamento em Cuiabá. A vítima teria negado manter relação sexual, o que deixou o acusado irado. 

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No recurso apresentado pelo acusado, ele alega que as provas não demonstram a intenção de matar, mesmo que a vítima tenha sido atingida em uma área vital. E em no entendimento do acusado, isso não justifica a pronúncia de tentativa de homicídio qualificado. O advogado pede que o caso seja julgado como lesão corporal leve.

Ele ainda explica que agiu por legítima defesa, onde revidou as agressões da vítima que, segundo ele, é mais forte e maior que ele.

Por fim, ele descreve o caso como uma situação em que ambos estavam entorpecidos, resultando em uma briga de lesões de ambas as partes.

“O que realmente se deu na data dos fatos é que o acusado se defendeu das agressões sofridas pela suposta vítima que tem o tamanho e força bem superior ao do acusado e acabou causando lesões corporais na vítima como também sofreu agressões pela vítima”, diz trecho.

A juíza Ana Graziela Vaz Campos Corrêa irá analisar o pedido.

Como publicado pelo RepórterMT na época dos fatos, a vítima estava em casa com o advogado quando ele saiu do quarto para usar drogas e depois tentou manter relações sexuais com ela, que se recusou. Após a negativa, passou a agredi-la com socos, chutes e xingamentos.

Após o início da sessão de agressões, a engenheira tentou fugir para outros cômodos da casa, mas o bandido a alcançou e continuou o espancamento, inclusive usando uma barra de ferro. Ela conseguiu escapar e pediu ajuda em um condomínio próximo.

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