GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT
O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, preso desde o dia 20 de janeiro pelo atropelamento e morte da idosa Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, em Várzea Grande, acionou a Justiça para tentar sair da cadeia. A defesa protocolou um pedido de revogação da prisão preventiva na 5ª Vara Criminal, sustentando que ele deve responder ao processo em liberdade.
O principal argumento do advogado Victor Hugo Oliveira dos Reis é de que o próprio Ministério Público teria afastado a tese de homicídio doloso (com intenção). Segundo a petição, como o caso passou a ser tratado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, a prisão preventiva perderia o fundamento legal.
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Morte na FEB
Ilmes foi morta enquanto terminava de atravessar a Avenida da FEB. Ela foi atingida pela picape Fiat Toro de Paulo Roberto, que estaria em alta velocidade. O impacto foi tão violento que a idosa foi arremessada para a outra pista e atingida por outro carro. Ela teve as
Montagem/RepórterMT
Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, foi atropelada na Aveninda da FEB.
pernas decepadas e partes do corpo da vítima ficaram espalhadas pela avenida.
Em depoimento, o advogado negou o atropelamento intencional e chegou a dizer que a idosa é quem teria "atingido o veículo". Ele fugiu sem prestar socorro, alegando "medo de ser agredido".
Histórico criminal
O que pesa contra o pedido de liberdade é o currículo criminal de Paulo Roberto, descrito como "macabro".
Ele já foi condenado a 19 anos de prisão por assassinar e decapitar a própria amante em Jaciara, jogando o corpo no Rio São Lourenço.
Na época, ele vivia em Mato Grosso usando o nome falso de "Francisco de Ângelis Vaccani Lima".
Antes disso, no Rio de Janeiro, quando ainda era policial civil, ele matou um delegado com um tiro na nuca e fugiu para o interior de MT.
Pelos crimes anteriores, ele já somava mais de 30 anos de condenação. Atualmente, ele está com o registro da OAB-MT suspenso cautelarmente devido à morte da idosa.













