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10 de Fevereiro de 2026, 21h:09 - A | A

POLÍCIA / MORTE NA FEB

Advogado que decapitou amante e matou delegado tenta liberdade após atropelar idosa em VG

Defesa alega que morte na Avenida da FEB foi "culposa". Histórico criminal de Paulo Roberto Gomes dos Santos chama atenção por crueldades.

Reprodução

O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos

O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos

GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT



O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, preso desde o dia 20 de janeiro pelo atropelamento e morte da idosa Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, em Várzea Grande, acionou a Justiça para tentar sair da cadeia. A defesa protocolou um pedido de revogação da prisão preventiva na 5ª Vara Criminal, sustentando que ele deve responder ao processo em liberdade.

O principal argumento do advogado Victor Hugo Oliveira dos Reis é de que o próprio Ministério Público teria afastado a tese de homicídio doloso (com intenção). Segundo a petição, como o caso passou a ser tratado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, a prisão preventiva perderia o fundamento legal.

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Morte na FEB

Ilmes foi morta enquanto terminava de atravessar a Avenida da FEB. Ela foi atingida pela picape Fiat Toro de Paulo Roberto, que estaria em alta velocidade. O impacto foi tão violento que a idosa foi arremessada para a outra pista e atingida por outro carro. Ela teve as

Montagem/RepórterMT

Ilmes Dalmes Mendes da Conceição

 Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, foi atropelada na Aveninda da FEB.

pernas decepadas e partes do corpo da vítima ficaram espalhadas pela avenida.

Em depoimento, o advogado negou o atropelamento intencional e chegou a dizer que a idosa é quem teria "atingido o veículo". Ele fugiu sem prestar socorro, alegando "medo de ser agredido".

Histórico criminal

O que pesa contra o pedido de liberdade é o currículo criminal de Paulo Roberto, descrito como "macabro".

Ele já foi condenado a 19 anos de prisão por assassinar e decapitar a própria amante em Jaciara, jogando o corpo no Rio São Lourenço.

Na época, ele vivia em Mato Grosso usando o nome falso de "Francisco de Ângelis Vaccani Lima".

Antes disso, no Rio de Janeiro, quando ainda era policial civil, ele matou um delegado com um tiro na nuca e fugiu para o interior de MT.

Pelos crimes anteriores, ele já somava mais de 30 anos de condenação. Atualmente, ele está com o registro da OAB-MT suspenso cautelarmente devido à morte da idosa.

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