facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 20 de Junho de 2026
20 de Junho de 2026

03 de Abril de 2024, 13h:20 - A | A

POLÍCIA / PRETENDIA SE CANDIDATAR

Advogado preso em operação foi servidor da Câmara de Cuiabá por sete anos

O homem foi preso nesta terça-feira (2), durante a “Operação Apito Final”.

THIAGO STOFEL
DO REPÓRTERMT



O advogado Jonas Cândido da Silva, preso nessa terça-feira (02) durante deflagração da Operação Apito Final, por suspeita de integrar a organização criminosa Comando Vermelho, foi servidor da Câmara de Cuiabá por sete anos e chegou a se filiar ao União Brasil pleiteando um cargo no Parlamento municipal deste ano.

Segundo apuração do Repórter MT, o jurista, que prestava serviços ao tesoureiro do esquema Paulo Winter Farias Paello, vulgo “W.T”, se filiou ao partido na semana passada e já manifestava interesse em se candidatar à eleição este ano.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

Leia mais - Delegado: Advogado e irmão de tesoureiro do CV eram pré-candidatos a vereador de Cuiabá

Durante a “Operação Apito Final”, a polícia chegou a apreender um carro que tinha adesivos do suspeito.

Além disso, Jonas já possui um histórico na Câmara. O advogado foi nomeado em 2013 e exonerado definitivamente em 2020, de acordo com o Portal Transparência. O motivo não é informado.

Reprodução

exoneração advogado

 

Por fim, em uma postagem nas redes sociais, ele mostra um documento de uma moção de aplausos que recebeu na Câmara dos Vereadores.

Jonas foi preso junto do irmão o irmão de Paulo Winter Farias Paelo, Fagner Paelo. Fagner também seria pré-candidato a vereador por Cuiabá na eleição deste ano. 

Curtindo a paisagem

Momentos antes de ser preso, o advogado chegou a postar nos stories de seu Instagram um vídeo que aparece curtindo a paisagem do litoral alagoano. Ele chega a comemorar mais um dia de serviço.

Leia mais - Vídeo mostra advogado curtindo paisagem antes de ser preso em Maceió; veja

A operação ainda prendeu uma advogada em São José dos Quatro Marcos, mas a identidade dela não foi revelada.

Segundo a Polícia Civil, o esquema de lavagem de dinheiro com o uso do futebol amador, chegou a movimentar R$ 65 milhões no período de dois anos.

O dinheiro era usado para adquirir chácaras, terrenos, casas e apartamentos, além de veículos, inclusive de alto padrão. Os “laranjas” escolhidos para serem os donos de fachada desses bens eram amigos, familiares e advogados ligados à W. T.

Com o dinheiro do crime, W.T criou um time de futebol e financiava em nome do Comando Vermelho ações sociais na região do Jardim Florianópolis, em Cuiabá, como uma escolinha de futebol para crianças da região e distribuição de cestas básicas.

 

Comente esta notícia