Cuiabá, 19 de Agosto de 2022
logo

30 de Junho de 2022, 09h:00 - A | A

PODERES / MEC E PETROBRAS

Wellington vê politicagem e detona Congresso por criação de CPIs

Congresso Nacional tenta emplacar duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), para investigar supostas irregularidades do Ministério da Educação (MEC) e a política de preços praticadas pela Petrobras.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



O senador Wellington Fagundes (PL) detonou a postura do Congresso Nacional que tenta emplacar duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), para investigar supostas irregularidades do Ministério da Educação (MEC) e a política de preços praticadas pela Petrobras. Para ele, o período eleitoral é inadequado e defende que as investigações sejam feitas pelas entidades competentes.

“Eu sou um parlamentar que acredito e espero que tudo seja esclarecido o mais rápido possível. Por isso, nesse momento, eu entendo que a CPI do MEC e da Petrobras são inadequadas”, declarou em entrevista à imprensa na manhã desta quarta-feira (29).

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

Na semana passada, com a prisão do Ministro da Educação, Milton Ribeiro durante uma operação da Polícia Federal, o Senado Federal articula a criação da CPI do MEC. O objetivo é apurar as supostas irregularidades e crimes praticados na destinação das verbas públicas do ministério e do FNDE.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), é o autor da proposta e já possui dezenas de assinaturas. Entretanto, nenhum dos representantes de Mato Grosso está na lista dos apoiadores.

Tramita também, na Câmara dos Deputados a criação de uma outra comissão para investigar a política de preços adotada pela Petrobras, que vem aplicando aumentos consecutivos nos preços dos combustíveis.

No entendimento de Wellington, a criação de CPIs nesse período pré-eleição, é inadequada. Além disso, ele acredita que o melhor para o Brasil é fortalecer a entidades competentes para que as investigações sejam feitas da melhor maneira possível.

“Uma CPI às vésperas de uma eleição, ela não tem como não ter um conteúdo político eleitoral. Então, qualquer CPI que você montar, ela é uma discussão político eleitoral, neste momento. Eu entendo que para o Brasil é muito melhor que a gente fortaleça, cada vez mais, os órgãos de fiscalização, e aí, está provado que o presidente Bolsonaro é um democrata, a Polícia Federal está trabalhando de forma livre, o Ministério Público da mesma forma e nesse caso da Educação a CGU é que foi chamada pelo ministro Milton para uma denúncia e o ministro mandou investigar”, explicou.

“Agora não pode ter é precipitação de nenhum daqueles que estão envolvidos na investigação ao ponto de expor uma pessoa sem culpa. A CPI da Petrobras é pior a situação porque envolve situações internacionais. Então, você não pode tratar uma empresa como essa com politicagem. Num momento eleitoral você transformar isso em CPI, nós temos polícia, CGU, Ministério Público para fazer a fiscalização. Então eu acho inadequado nesse momento”, acrescentou senador.

Comente esta notícia