MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O senador e candidato ao Governo do Estado Wellington Fagundes (PR) pregou “responsabilidade” aos deputados estaduais com relação à crise enfrentada pelo governador Pedro Taques (PSDB) na Assembleia Legislativa. A situação do governador junto aos deputados vem se deteriorando em razão do caso conhecido como Grampolândia Pantaneira e também de duas delações premiadas que citam seu possível envolvimento em um caso de corrupção na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
O discurso de Wellington, que esteve na Assembleia nesta terça-feira (28), veio em sentido contrário ao da deputada Janaina Riva (MDB), apoiadora de sua candidatura e também namorada de um de seus filhos. Janaina tenta abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos e também afirmou que irá pedir a quebra do sigilo da delação premiada do ex-secretário Permínio Pinto - ele teria acusado Taques de pedir “facilidades” em licitações da Seduc.
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“Nós não podemos ser irresponsáveis, nós os políticos, de aproveitar de uma fragilidade deste momento para aumentar a crise. Hoje nós temos uma situação em que o vice-governador renunciou. Eu vivi dois impeachments no Brasil. Quando se perde a governabilidade, isso leva a um caos. Mas é claro que qualquer processo traumático é muito prejudicial à democracia. Então, eu acho que nós estamos muito próximos à eleição, o eleitor é soberano, terá o momento de decidir e escolher... Eu penso que cada um de nós, candidatos, mais do que nunca, temos que ter a responsabilidade com nossos nomes”, disse Wellington Fagundes.
Momentos antes, Janaina havia defendido o afastamento de Taques do cargo. “Um impeachment do governador... um afastamento através da CPI, através do Plenário... Eu só não acredito mais que o governador tenha condições de conduzir o Estado. Você vê que durante o expediente ele está gravando programa eleitoral. Parece que ainda não se atentou à situação grave que o Estado está passando. E informações como essas, quando vem delação, envolvimento de mais dois secretários... a população está revoltada com tudo isso”, disse a deputada.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o ex-secretário Permínio Pinto citou os também ex-secretários Júlio Modesto e Paulo Brustolin ao explicar como funcionaria a arrecadação para cobrir as dívidas do suposto caixa 2 campanha de 2014 de Pedro Taques. Ele deixou o Governo em 2016, no mesmo dia em que foi deflagrada a Operação Rêmora, e foi preso um mês depois, na segunda fase da operação.
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