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04 de Maio de 2023, 17h:59 - A | A

PODERES / INVESTIGAÇÃO BOICOTADA

Vereadores retiram assinaturas e Michelly não consegue emplacar CPI dos consignados do Cuiabá Prev

Projeto chegou a ter onze assinaturas, mas após a leitura do requerimento no plenário três vereadores recuaram.

Walfredo Rafael/Secom Cuiabá

Vereadora Michelly Alencar faz oposição à gestão de Emanuel Pinheiro na prefeitura.

Vereadora Michelly Alencar faz oposição à gestão de Emanuel Pinheiro na prefeitura.

APARECIDO CARMO
RAFAEL COSTA
DO REPÓRTER MT



A vereadora Michelly Alencar (União) viu frustrada a tentativa de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar denúncias de que a Prefeitura de Cuiabá estaria descontando valores de empréstimos dos salários dos servidores e não repassando para os bancos. Três vereadores que apoiavam o pedido retiraram as assinaturas do requerimento, logo após a leitura em plenário.

“O pedido foi colocado no sistema, tivemos onze assinaturas Com essas onze assinaturas, hoje cheguei com o pedido aqui, o pedido foi lido. Assim que o pedido tinha sido lido, recebemos a informação dentro do plenário que três vereadores retiraram a assinatura. E isso comprometeu e foi de imediato”, explicou Michelly.

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Os vereadores que retiraram as assinaturas foram Jeferson Siqueira (PSD), Luiz Fernando (Republicanos) e Marcus Brito (PV).

“Ninguém falou comigo antes, ninguém me avisou nada. Simplesmente no plenário retiraram as assinaturas. (...) Não teve alegação nenhuma. A alegação é que ninguém nem olhou direito na minha cara, simplesmente retiraram”, lamentou a vereadora.

LEIA MAIS - Michelly protocola pedido de CPI para investigar fraudes em consignados do Cuiabá Prev

A oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Câmara é composta por 8 vereadores, por isso chamou a atenção a proposta de Michelly ter atingido 11 assinaturas.

Segundo a parlamentar, diversos servidores denunciaram que estão tendo os nomes negativados pelos bancos, porque a Prefeitura da Capital realiza os descontos de empréstimos consignados nas folhas de pagamento, mas não repassa o dinheiro para as instituições financeiras. A CPI investigaria exatamente se essas denúncias são verdadeiras.

Na sessão do último dia 27 de abril, a vereadora chegou a cita o caso de uma servidora que atua há 23 anos na Educação e que está com o nome negativado, porque a prefeitura não faz repasses para os bancos há mais de 5 meses. De acordo com a vereadora, o holerite da servidora aponta que os descontos foram realizados, mas os bancos alegam que não receberam os valores.

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Agenil 04/05/2023

É uma vergonha isso,quando o assunto é de interesse do cidadão não é do interesse dos parlamentares e o cidadão continua sendo lesado,sabendo que os vereadores foram eleitos para cuidar dos interesses do cidadão e não o faz,mas iremos lembrar desses vereadores nas próximas eleições disso pode se ter a certeza.

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Paulo Sa 04/05/2023

esse tipo de atitude é comum não só na câmara de Vereadores como deputados e senadores... mas o objeto da CPI é algo grave que deve ser levado ao ministério público estadual por estresse de crime previsto no código penal denominado de apropriação indebita previdenciária... um simples oficial ministério público com documento já está valendo para abertura de portaria investigatória....

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2 comentários