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Cuiabá, 30 de Maio de 2026
30 de Maio de 2026

05 de Julho de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / MÁFIA NO DETRAN

TJ desmembra processo contra Mauro Savi e primos do governador

Ministério Público havia pedido para que núcleo principal, acusado de usar contrato do Detran para desviar dinheiro, fosse julgado separadamente do restante.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



O deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-secretário Paulo Taques, o advogado Pedro Jorge Taques, e os empresários Valter Kobori, Claudemir Pereira dos Santos e Roque Anildo Reinheimer serão julgados em separado dos demais denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) na Operação Bereré. De acordo com o órgão, eles participaram de um esquema que desviou cerca de R$ 30 milhões do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran).

Devido à prerrogativa de foro de Mauro Savi pelo cargo ocupado, o processo contra eles deverá continuar sob relatoria do desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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Eles foram presos no dia 9 de maio durante a deflagração da segunda fase da operação, chamada de Bônus. Apesar de diversos recursos em todas as instâncias, todos permanecem presos em Cuiabá. Na denúncia, oferecida em 14 de maio, o MPE pediu o desmembramento “em razão do grande número de investigados, do alto grau de complexidade dos fatos e da existência de réus presos”.

Ao todo, o MPE denunciou 58 pessoas, incluindo sete deputados estaduais. Além de Savi, também foram denunciados o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), e os deputados José Domingos Fraga (PSD), Wilson Santos (PSDB), Baiano Filho (PSDB), Nininho (PSD) e Romoaldo Júnior (MDB).

O esquema teria durado de 2009 a 2018. Na denúncia, consta que os recursos teriam sido desviados de um contrato entre o Detran e a EIG Mercados Ltda (antiga FDL) para administrar os registros dos financiamentos de veículos em todo o Estado. A Santos Treinamentos, apontada como uma empresa de fachada, teria sido utilizada para lavar o dinheiro, destinando-o a pessoas ligadas aos supostos líderes da organização criminosa.

O MPE afirma que o deputado Mauro Savi teria chefiado o grupo até 2014, quando o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques teria recebido propina para dar continuidade ao esquema durante o atual Governo. Eles negam as acusações.

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