MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) avaliou que os índices ruins apontados por um estudo do Instituto Data Folha e do jornal Folha de São Paulo para a Saúde e para gestão financeira de Mato Grosso já foram superados com dois projetos de lei enviados pelo Governo e aprovados pela Assembleia Legislativa. O Ranking de Eficiência dos Estados da Folha (REEF) indicou que o Estado está abaixo da média nacional quando se trata de Saúde e Finanças.
Para o tucano, as duas questões tiveram melhora depois que os dados foram coletados para o estudo. A Assembleia aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos públicos em novembro de 2017 e o Fundo Estadual de Estabilização Fiscal, destinando recursos para a Saúde, em junho deste ano.
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“Mato Grosso era um Estado sem eficiência, hoje é pouco eficiente. Melhoramos na Segurança bastante, estamos acima da média nacional. Melhoramos na Educação, estamos acima da média nacional, e também melhoramos na Infraestrutura e estamos acima da média nacional", declarou o governador.
“Mato Grosso era um Estado sem eficiência, hoje é pouco eficiente. Melhoramos na Segurança bastante, estamos acima da média nacional. Melhoramos na Educação, estamos acima da média nacional, e também melhoramos na Infraestrutura e estamos acima da média nacional. Porque nós não pulamos um grau? Porque a Saúde precisa ser mais rápida. Nós tivemos avanços na Saúde, mas ela precisa andar mais rápido, esse é um dos nossos objetivos. Agora, nós conseguimos organizar o pagamento dos atrasados em razão do Fundo de Estabilização, já está caindo na conta, foram R$ 15 milhões e no mês que vem serão mais R$ 15 milhões”, declarou o governador.
Taques é candidato à reeleição e vem enfrentando críticas de seus adversários, em especial do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM). O democrata afirmou que o Estado entrou em 2018 com um déficit de R$ 2,8 bilhões e poderia terminar o ano com uma dívida de cerca de R$ 4 bilhões.
O ex-governador Silval Barbosa entregou seu mandato, ao final de 2014, com restos a pagar em R$ 800 milhões. Taques culpou aumentos dos salários dos servidores públicos concedidos no final da gestão do ex-MDB pelo índice ruim no ranking da Folha.
“Em razão dos aumentos que foram ofertados na administração passada, que nós corrigimos isso na Emenda Constitucional do Teto, que foi em outubro de 2017. Isso não foi alcançado na avaliação”, justificou Taques.
Para avaliar as finanças de Mato Grosso, o estudo tomou como base a receita total de 2017, de R$ 18,2 bilhões, a receita per capita de 2017, em R$ 5.444,00, e também o valor da dívida sobre a receita do ano de 2016, estabelecida em 40,7%.
Na Saúde, foram utilizados o número de médicos por mil habitantes de 2017 (1,5), a cobertura por equipes de atenção básica de2017 (76,3%), o número de leitos do SUS por mil habitantes em 2017 (0,2) e ainda a mortalidade infantil de 2015 (13,8).
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