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25 de Novembro de 2023, 10h:37 - A | A

PODERES / SOB COMANDO DO ESTADO

STF forma maioria para manter intervenção na Saúde de Cuiabá; Gilmar Mendes pede vista

Com pedido de vistas, ADI tem mais 90 dias para voltar à pauta.

REPRODUÇÃO

Julgamento tinha previsão de terminar nessa sexta (24), mas foi adiado por pedido de vista

Julgamento tinha previsão de terminar nessa sexta (24), mas foi adiado por pedido de vista

EUZIANY TEODORO
DO REPÓRTERMT



O pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a intervenção do Estado na Saúde de Cuiabá, durante continuação do julgamento na noite dessa sexta-feira (24). Do total de 11 ministros, sete já votaram para manter o processo interventivo.

O primeiro voto foi da relatora, ministra Cármen Lúcia. Segundo ela, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo MDB, partido do prefeito Emanuel Pinheiro, não comprovou que a Constituição da República proíba a intervenção ou que interfira na autonomia do município.

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“Converto o exame da medida cautelar em julgamento de mérito e voto no sentido de rejeitar a preliminar suscitada e julgar improcedente a presente ação direta de inconstitucionalidade”, disse a ministra no voto.

O argumento dela já foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Dias Toffoli e o presidente, Luís Roberto Barroso.

O julgamento virtual teve início na sexta-feira (17.11) e a previsão é que terminasse nessa sexta (24). No entanto, o ministro Gilmar Mendes, mato-grossense de Diamantino, pediu vistas do processo. Agora, a ADI tem mais 90 dias para voltar à pauta.

Leia mais - Cármen Lúcia vota para manter intervenção do Estado na Saúde de Cuiabá

A Saúde de Cuiabá está sob intervenção do Estado desde o dia 15 de março deste ano, após decisão colegiada do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que também decidiu prorrogar os atos da intervenção até o dia 31 de dezembro.

A intervenção foi decretada pela Justiça atendendo a pedido do Ministério Público do Estado, que apontou “completa calamidade pública” na saúde de Cuiabá, após denúncias de falta de medicamentos e médicos nas unidades, entre outras.

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