MAJU SOUZA
DA REDAÇÃO
O ex-governador Silval Barbosa apresentou uma proposta para o ministro Dias Toffoli, no qual oferece três imóveis em troca dos R$ 23,4 milhões que deveria pagar referente ao seu acordo de delação premiada. Entres os bens estão uma casa, uma fazenda e um lote.
A residência está localizada no bairro Parque Ohara, na Cuiabá e, foi avaliada em R$ 2,7 milhões. O lote está no bairro Jardim das Palmeiras, também na Capital, avaliado em R$ 677 mil. A fazenda fica em Sinop (500 km de Cuiabá) e seu preço é de R$ 18,7 milhões.
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Em seu acordo de delação premiada, Silval se comprometeu devolver R$ 70 milhões aos cofres de Mato Grosso. Desse valor R$ 46,8 milhões foram devolvidos por meio de doação de bens. Os R$ 23,4 milhões deveria ser pago em dinheiro, devidos em cinco parcelas de R$ 4,6 milhões, para serem pagas até 2022.
O ex-governador não pagou nenhuma das parcelas e fez essa proposta ao Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao ministro Dias Toffoli aceitar ou não o acordo. Caso aceito, ainda restará R$ 1,3 milhão para quitação da dívida, o que será feito em dinheiro.
Caixa de Pandora
A delação de Silval revelou o esquema de propina que pagou R$ 6 milhões para que o ex-secretário Eder Moraes mudasse a versão de uma denúncia de corrupção no Estado. Ele acusou o também ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), de ter participado da compra de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que beneficiou o conselheiro afastado Sérgio Ricardo. As acusações foram divulgadas pelo Jornal Nacional da semana passada.
O ex-governador também foi o responsável pelas revelações em torno das fraudes nos contratos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que culminaram na Operação Descarrilho, deflagrada no dia 9 de agosto.






















