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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
19 de Junho de 2026

24 de Julho de 2019, 18h:00 - A | A

PODERES / FILHO DE EX-DEPUTADO

Secretário de Cuiabá é acusado de vender cascalho da Prefeitura

Júlio Malheiros é investigado pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e contra a Administração Pública.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



O secretário-adjunto de Infraestrutura de Cuiabá Júlio Malheiros está sendo acusado de comércio ilegal de cascalho e outros materiais que pertencem à Prefeitura da Capital.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e contra a Administração Pública (Defaz), que teve início a partir de uma denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público Estadual (MPE).  O motorista de Malheiros, Jones Campos, também é investigado.

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Júlio é irmão do vereador Justino Malheiros, ex-presidente da Câmara da Capital, e filho do ex-deputado estadual João Malheiros. De acordo com a denúncia, a venda ilegal do cascalho teria financiado a campanha eleitoral de Justino por uma vaga na Câmara.

A comercialização dos produtos, segundo a acusação, estaria ocorrendo desde a gestão Mauro Mendes, permanecendo até os dias de hoje na administração municipal, agora sob o comando de Emanuel Pinheiro (MDB).

Consta ainda que Júlio e Jones possuem estreita relação com a empresa G.O. LIMA ME, que supostamente teria como "testa de ferro" uma mulher identificada no documento como Laura, a qual possui contrato com a Secretaria de Infraestrutura para fornecimento de materiais.

"Aponta também que previamente seriam indicados os vencedores de processo licitatórios, em especial procedimento Carta convite através de solicitação feita ao presidente da Comissão de Licitação Agmar [Divino Lara Siqueira], e que na Secretaria de Gestão é mantida a "carta marcada" do ganhador da licitação, além de o Prefeito, o Secretário de Obras e a Secretaria Adjunta de Planejamento encaminharem diversas licitações a Secretaria de Gestão com objetivo de pavimentação em bairro de Cuiabá, nas quais podem haver direcionamento de licitações(...)", destaca trecho da denúncia. 

Outro lado

 

O prefeito Emanuel Pinheiro, por meio de nota, disse que determinou que todos os citados na investigação prestassem os devidos esclarecimentos sobre o caso.

Leia o texto na íntegra:

 Em relação ao inquérito civil do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) que investiga um suposto desvio de cascalho e outros materiais, a Prefeitura de Cuiabá esclarece que:

- Ao tomar conhecimento do processo, o prefeito Emanuel Pinheiro, de imediato, determinou que todos os citados prestassem os devidos esclarecimentos sobre o caso.

- A medida foi prontamente acatada pelos citados que, no prazo determinado, deram suas explicações e, documentalmente, asseguraram a inculpabilidade à Procuradoria Geral do Município (PGM).

- É preceito da Prefeitura de Cuiabá não realizar qualquer tipo de julgamento antecipado e dar a todo servidor a oportunidade de provar sua inocência nas esferas cabíveis de cada processo.

- Neste caso, especificamente, todos estão trabalhando suas defesas para que, no momento oportuno, as apresentem perante a Justiça.

- Destaca que o secretário-adjunto de Obras Públicas, Júlio César Malheiros, é servidor de longa data do Município e, tanto nessa quanto em outras gestões, não há histórico de qualquer tipo de situação que manche sua carreira.

- Já o ex-servidor Jones Campos, foi exonerado em 2018 por ter sido flagrado usando um veículo oficial de forma indevida.

- Referente aos processos de contratação, o Município destaca que todo certame licitatório é construído e desenvolvido com base na Lei Federal 8.666/93, que dispõe sobre as normas a serem seguidas nesse campo.

- Dessa forma, cumpre com cada etapa estabelecida pela legislação, dando a devida transparência a cada um dos atos que envolvem o procedimento.

- Por fim, a Prefeitura reforça seu compromisso com lisura na Administração Pública e, por também entender a importância dos órgãos de controle nesse processo, se coloca à disposição para colaborar com as investigações.

 

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Vini 25/07/2019

Trabalhei lá e isso é verdade.

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