CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
Ao destituir o deputado federal Fábio Garcia da presidência regional, o PSB Nacional também retirou toda a comissão provisória da sigla de Mato Grosso.
As lideranças estaduais estudam a possibilidade de ir a Brasília para buscar entendimento com o diretório nacional e manter as funções. Garcia já protocolou sua defesa, nesta terça-feira (2), para tentar reverter a destituição.
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“Mas em Mato Grosso estamos unidos 100% em favor do deputado Fábio Garcia. A decisão da direção nacional foi arbitrária e não concordamos com a forma como foi feita, já que os parlamentares foram avisados somente um dia antes da votação da reforma”, disse Russi.
A informação foi confirmada pelo secretário de Estado de Assistência Social e secretário de finanças do PSB, Max Russi, que explicou que para a formação do diretório estadual é necessário mais de 5% dos votos a cada eleição para a Câmara dos Deputados.
Caso contrário, a direção nacional escolhe o representante, que define o restante dos membros da comissão. Por isso, toda a direção regional deve se sujeitar às determinações da executiva nacional.
Russi afirmou que a destituição da comissão provisória é automática, uma vez que todos foram indicados por Fábio Garcia.
Fazem parte da comissão, além de Garcia e Russi, Adriano Muller (secretário-geral), o deputado Adilton Sachetti (vice-presidente), o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (presidente de honra e secretário de formação política), e os deputados estaduais Eduardo Botelho (secretário de movimento partidário) e Oscar Bezerra (secretário de organização política).
Fábio Garcia foi destituído da função por desobedecer a orientação partidária de votar contrário a reforma trabalhista do Governo Michel Temer (PMDB). Segundo Max Russi, em nível nacional, o PSB está buscando uma aproximação com o PT, oposição a Temer.
“Mas em Mato Grosso estamos unidos 100% em favor do deputado Fábio Garcia. A decisão da direção nacional foi arbitrária e não concordamos com a forma como foi feita, já que os parlamentares foram avisados somente um dia antes da votação da reforma”, disse Russi.
As lideranças regionais já emitiram nota de repúdio contra a decisão e aguardam um posicionamento de Garcia para definir a ida à Brasília.















Lucio 02/05/2017
O partido não tem valor algum no Brasil por isso temos essa crise política. O cidadão politizado vota num candidato do PSB acreditando que defende a social-democracia. Ou seja, um liberalismo com preservação de direitos fundamentais dos trabalhadores e ele vota como um neo-liberal. Incoerente. O partido deveria expulsá-lo.
Jaime 02/05/2017
Foram SUBSERVIENTES as ordens de Pedro Taques e poderiam todos ir para o PSDB para serem achacapados, humilhados em conjunto em 2018.
Adalto 02/05/2017
Uma coisa é o fim da contribuição sindical obrigatória e outra coisa a reforma que desestrutura todo o sistema de defesa dos direitos dos trabalhadores, que ficam nas mãos dos empregadores literalmente. O deputado votou em defesa da agenda liberal do governador Pedro Taques, que em razão do financiamento de campanha está submisso aos empresários, principalmente do agronegócio. Não votou em conformidade com a agenda do seu partido que defende um Estado liberal, mas com a proteção dos direitos dos trabalhadores. Além do mais concordo com os comentários abaixo de que tanto o Fábio Garcia quando o Mauro Mendes somente estão usando o partido como instrumento de barganha para atingir seus próprios interesses. Mauro Mendes desistiu de última hora sua candidatura a prefeito e, provavelmente deve fazer isto em relação ao governo e o partido deve se adiantar sobre isso e ter um plano B, que poderia ser a migração de uma figura de peso para o PSB, como segunda via ao Paiaguás.
Trevisan 02/05/2017
Isto é resultado da falta de posicionamento próprio do deputado, que prefere a OBEDIÊNCIA CEGA ao Pedro Taques. É só o começo, pois o PSB terá candidatura própria ao governo do Estado. Se o Mauro Mendes não quiser perde o partido, o partido não deve se apequenar por interesses pessoais de quem quer que seja.
Neto 02/05/2017
Como o Mauro Mendes e o Fábio Garcia só pretendem usar o partido para atender os anseios de Pedro Taques (PSDB) está na hora da executiva nacional entregar o partido para o Wellington Fagundes, próximo governador do Estado de Mato Grosso.
Nando 02/05/2017
Como militante do PSB não gosto da direção que deram ao partido em Mato Grosso. Tornou-se um mero coadjuvante de um governo estadual sem rumo, que depois da corrupção na seduc quer retomar o vlt com a mesma empresa que desviou 300 milhões. Taques tem feito um governo incoerente, desastroso. O PSB deveria ter se afastado e só vejo um motivo para não tê-lo feito, interesses pessoais.
Danillo 02/05/2017
Mauro Mendes e Fábio Garcia só estão usando o partido. Decisão acertada do PSB nacional. Na eleição municipal de Cuiabá Mauro Mendes segurou o partido dizendo que seria candidato e se vendeu ao grupo de Taques, que lançou o Wilson Santos. Agora pretendia a mesma coisa, segurar o partido e desistir de última hora. Espero que o PSB convide Wellington Fagundes e o lance ao governo do estado.
Pedro 02/05/2017
Tão sem rumo, vão agora para o partido do tio Caldo. de ontem realmente são. e levam o piolho de politico junto
alexandre 02/05/2017
Acabou o PSB, saiu todo mundo... a direção nacional está errada..fecham os apoios por Brasilia e esquecem do povo.
Curimba 02/05/2017
Corajosa e elogiável decisão sabia e correta. Agora eles não sabiam , que o partido é do povo, e não dos politiqueiros e oportunistas. Parabens PSB nacional
10 comentários