Cuiabá, 11 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
11 de Setembro de 2026

14 de Setembro de 2022, 17h:49 - A | A

PODERES / "PROBLEMA ADMINISTRATIVO"

Presidente do TJ suspende pedido do MP de intervenção na Saúde de Cuiabá

Decisão é da desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas

Reprodução

Desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas determinou que processe seja suspenso.

Desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas determinou que processe seja suspenso.

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTER MT



A desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, determinou que o processo que trata do pedido de intervenção do Governo de Mato Grosso, junto à Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e na Empresa Cuiabana de Saúde, seja suspenso.

A decisão é do dia 5 de setembro, mas só foi divulgada nesta quarta-feira (14).

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

"Tendo em vista que o presente procedimento possui natureza administrativa, determino que o andamento do feito seja suspenso até a resolução da celeuma na esfera administrativa deste TJMT", escreveu a desembargadora.

Leia mais sobre o caso

MPE pede intervenção na Prefeitura de Cuiabá; Tribunal de Justiça analisa

Emanuel se diz perseguido por procurador-geral do MP: "Tenta gerar caos que não existe"

TJ decide que greve articulada pelo Sindimed é ilegal e suspende movimento

No dia 1º de setembro o procurador-geral de Justiça José Antônio Borges fez o pedido de intervenção por descumprimento de decisões que pedem a realização de concurso público no setor.

A decisão do MP acatou um pedido feito pelo Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT).

De acordo com o documento, o Sindimed denunciou uma série de irregularidades que estariam ocorrendo há anos, e prejudicando a Saúde em Cuiabá, “resultando em falta de médicos, furos nas escalas médicas, falta de medicamentos, atrasos nos pagamentos dos médicos, assédio moral, etc”.

O MPE afirmou que o prefeito descumpriu acordos e decisões judiciais ao realizar contratações temporárias sem processo seletivo e sem que houvesse situações excepcionais de interesse público; não fez concurso público na Empresa Cuiabana de Saúde; e não cumpriu a determinação de disponibilizar, no portal da transparência, as escalas de trabalho médicos em todas as unidades de saúde.

Logo após isso, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) convocou coletiva de imprensa e afirmou que vem sendo “atacado” pelo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, e pelo Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed). Para ele, o grupo tenta “implantar um caos que não existe”.

Comente esta notícia