CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
Para o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, a investigação aberta pela Assembleia Legislativa sobre a venda de cartas de crédito por promotores e procuradores, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Cartas de Crédito, será “inócua”, uma vez que, segundo ele, o assunto já foi investigado “por diversos órgãos de controle bem mais rígidos que a Assembleia”.
“É uma investigação que não vai levar a lugar nenhum, totalmente inócua. Porque já passou por diversos órgãos de controle, bem mais rígidos e que já deram como tranquilo e correto todo o processo realizado pelo Ministério Público. Para mim é um ponto a mais”, afirmou.
“É uma investigação que não vai levar a lugar nenhum, totalmente inócua. Porque já passou por diversos órgãos de controle, bem mais rígidos e que já deram como tranquilo e correto todo o processo realizado pelo Ministério Público. Para mim é um ponto a mais”, afirmou.
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Prado disse que espera que os deputados estaduais façam o papel institucional que cabe a eles e que apurem tudo. O procurador-geral acredita que a CPI irá fortalecer o Ministério Público.
“Vejo a CPI com muita tranquilidade e de maneira alguma o MP fica desconfortável com a investigação. Nos dá mais legitimidade e tranquilidade para mostrar que o Ministério Público é uma instituição transparente e que não tem nada a temer. Quanto mais investigações existirem, mas fortalecido sai o Ministério Público”, garantiu Prado.
A suspeita de possíveis irregularidades na emissão e venda de cartas de crédito de membros do MP surgiu após uma lista com os nomes dos beneficiados e dos respectivos pagamentos ser encontrada na casa de Éder Moraes, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Ararath, da Polícia Federal, em 2014.
Ao total, 45 cartas de crédito foram emitidas pelo MP, entre os anos de 2008 e 2009, parte delas assinadas pelo procurador-geral Paulo Prado, parte pelo ex-procurador-geral Marcelo Ferra.
Segundo Éder, que era secretário de Estado de Fazenda, nesse período e assinou pelo pagamento dessas cartas, um relatório do TCE aponta diversas irregularidades, como falta de estudo de impacto fiscal e valores “inchados”. As suspeitas apontam recebimento de R$ 10 milhões em cartas de crédito.
As investigações estão paradas desde agosto de 2016, quando teve início o período de campanha eleitoral nos municípios e maior parte dos membros do grupo passou a se deducar às eleições.
Antes comandada pelo deputado licenciado, Max Russi (PSB), que assumiu a Secretaria de Trabalho e Assistência Social do Estado, a CPI fica em 2017 sob a direção de Oscar Bezerra (PSB).
Também deixaram de fazer parte do grupo o deputado licenciado Wilson Santos (PSDB), que passou a ser secretário de Cidades do Estado e José Carlos do Pátio (SD), que foi eleito prefeito de Rondonópolis.



















ELIFAS Ribeiro 03/02/2017
Queria indagar desse procurador qual esse órgão mais rígido,se alí é tudo na base do compadrio "você lava minha mão que eu lavo o seu rosto"tenha paciência
Armando 02/02/2017
SE ESTAS CARTAS NÃO FOREM BATOM NA CUECA, ENTÃO EU SOU DEUS!!
Carlos 02/02/2017
O ilustre procurado esquece que a ação de reparação de dano por improbidade administrativa é IMPRESCRITÍVEL. Outro equivoco do procurador é que esse assunto ainda não passou pelo crivo do judiciário.
3 comentários