RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, descartou a possibilidade de que o esquema conhecido como “Barriga de Aluguel”, no âmbito da Polícia Militar de Mato Grosso, ocasione enfraquecimento na atuação e a representatividade da instituição no Estado.
Para o secretário, a sobrevivência e a força da PM dependerá de como o assunto será tratado e qual poderá ser o desfecho dele na esfera militar. A PM foi acusada pelo promotor de Justiça, Mauro Zaque, de interceptar telefones de políticos, advogados e jornalistas clandestinamente, usando como argumento uma investigação de tráfico de drogas na fronteira do Estado.
>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão
“A seriedade das instituições está na forma como ela trata os problemas que possui. Tenho convicção de que as instituições, Polícias Civil e Militar, darão uma resposta ajustada a toda a população”, frisou Rogers Jarbas, nesta segunda-feira (12).
"Quando nós responsabilizamos quem erra, estamos melhorando as instituições. Não estou dizendo que alguém seja culpado, mas precisamos apurar e apontar, se for o caso, os culpados", pontuou Rogers.
O chefe da Segurança estadual também afirmou que o escândalo das interceptações clandestinas em Mato Grosso será superado em breve pelos militares, assim como já aconteceu em outros Estados.
“Em São Paulo, policiais militares, civis, delegados, escrivães, oficiais e praças foram presos e isso não deixou que essas instituições ganhassem o respeito da sociedade. (...) Quando nós responsabilizamos quem erra, estamos melhorando as instituições. Não estou dizendo que alguém seja culpado, mas precisamos apurar e apontar, se for o caso, os culpados”, pontuou Rogers.
O secretário destacou que em breve, tanto a Polícia Militar, quanto a Civil devem apresentar um relatório conclusivo sobre os grampos ilegais. O documento deve trazer os nomes dos mandantes e os executores do esquema criminoso.
“O prazo estabelecido é o que está na Legislação Penal Militar e na Penal. A PM, segundo o próprio corregedor [coronel Alexandre Corrêa Mendes] disse, vai pedir a prorrogação do prazo e ele tem essa possibilidade. Se ele pedir todo o prazo, a investigação deve durar até 20 dias”.
Investigação
A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu investigação para apurar o caso das escutas ilegais porque o promotor afirma que o governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento do sistema irregular.
O governador nega a acusação e aponta que Zaque teria fraudado documento.














