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03 de Maio de 2018, 12h:00 - A | A

PODERES / DENÚNCIA AO STF

PGR aponta que Maggi atuou 3 vezes para que Éder assumisse vaga no TCE

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, foi denunciado por participar do esquema que teria comprado a vaga de conselheiro do TCE para Sérgio Ricardo.

RepórterMT

O ministro Blairo Maggi emitiu nota afirmando que a decisão da PGR afronta arquivamento do STF.

O ministro Blairo Maggi emitiu nota afirmando que a decisão da PGR afronta arquivamento do STF.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



Na denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dogde, apontou que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (Progressistas), teria atuado pessoalmente ao menos três vezes para garantir que o ex-secretário de Estado, Éder Moraes assumisse uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

De acordo com Dodge, no início de 2009 foi realizada uma reunião entre Maggi, Éder o então vice-governador Silval Barbosa, e os deputados estaduais José Riva e Sérgio Ricardo (presidente e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa à época), e o conselheiro do TCE, Humberto Bosaipo.

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No encontro, ficou definido que tanto Éder quanto Sérgio Ricardo seriam indicados para compor o TCE. A procuradora destacou que eram os participantes da reunião que “controlavam politicamente o Estado de Mato Grosso”.

A ideia do grupo era pagar até R$ 12 milhões para que o então conselheiro Alencar Soares desocupasse a vaga no TCE. Ao menos R$ 2,5 milhões teriam sido pagos, a título de primeira parcela. Valores que, segundo a procuradora, foram usados por Alencar Soares na compra de uma fazenda em Barra do Garças.

O acordo contemplava o pedido que Eder de Moraes Dias, repita-se, então secretário de Estado de Fazenda, havia feito anteriormente ao então governador Blairo Maggi, no sentido de que o indicasse para ocupar a vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, pleito ao qual Blairo Maggi respondeu positivamente, prometendo que, com o surgimento de mais uma vaga vinculada ao Poder Executivo, Eder seria nomeado”, escreveu Dodge, na denúncia enviada ao STF na quarta-feira (2).

No entanto, Sérgio Ricardo teria negociado outros valores para que o então conselheiro do TCE se aposentasse, o que teria feito Maggi procurar Alencar Soares para que desfizesse o trato com o então primeiro-secretário da Assembleia e permanecesse na vaga. O valor acertado seria de R$ 4 milhões, através de empréstimo com o empresário Gerson Marcelino Mendonça, o Júnior Mendonça.

Com o desfazimento do acordo original, o cargo de conselheiro do TCE/MT efetivamente deixou de estar disponível para Sérgio Ricardo de Almeida, porque houve pagamento de vantagem indevida por Blairo Maggi e integrantes de seu grupo político, acima referidos, e no interesse de Eder de Moraes Dias, que de forma pública e declarada, objetivava o referido cargo de conselheiro”, apontou a denúncia da PGR.

Em fevereiro de 2010, uma segunda reunião teria sido realizada pelo grupo, onde ficou acertado que Silval assumiria o compromisso de garantir a indicação de Éder ao TCE, uma vez que Maggi deixaria o Governo para disputar uma vaga no Senado.

Em outubro de 2010, o ministro foi eleito senador e argumentou que o acordo com Éder era político, por isso, o compromisso seria de Silval, eleito governador no mesmo ano.

No entanto, a denúncia pontuou que Silval “ajudou” Sérgio Ricardo a se efetivar na vaga de conselheiro, em 2012. Os valores pagos a Alencar Soares, através de suplementação orçamentária do Governo à Assembleia, alcançaram supostamente o montante de R$ 12 milhões.

Que nessa época, 2011/2012, ocorreram reuniões entre Silval Barbosa, José Geraldo Riva e Sérgio Ricardo para tratar da suplementação do orçamento, vez que seria a contribuição do governo para auxiliar Sérgio Ricardo”, destacou Dodge.

Outro lado

Em nota à imprensa, o ministro Blairo Maggi declarou estar indignado com o fato de ter sido denunciado por corrupção ativa, pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por ele ter, em 2009- na condição de governador- participado do esquema de compra e venda de vagas no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Para o ministro, a denúncia desrespeita decisão do Supremo Tribunal Federal, que arquivou a investigação do caso, por falta de provas.

Confira a íntegra da nota

Nota à imprensa

O ministro Blairo Maggi deixa claro que causa profunda estranheza e indignação a denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, uma vez que o mesmo fato já foi objeto de investigação em 2014 e arquivado a pedido da própria PGR.

Na época, o inquérito n 3842, da relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, foi arquivado pela 2a turma do STF por falta de provas.

Desta vez, este mesmo caso é objeto de novo inquérito que tem o ministro Luiz Fux como relator, porém sem novos argumentos ou provas. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, desconsiderando completamente a decisão de arquivamento do STF ofereceu nova denúncia.

O ministro ressalta ainda que essa postura da Procuradoria Geral da República é uma violência contra a competência do ministro Dias Toffoli e desprestígio absoluto à autoridade de decisão já proferida pela 2a Turma do Supremo Tribunal Federal.

Assessoria de imprensa

Ministro Blairo Maggi

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Armindo de Figueiredo Filho Figueiredo 03/05/2018

ESSE PESSOAL TÁ PRECISANDO DE ">>>>"CONCURSO PÚBLICO".Quer entrar no TRIBUNAL????Vão Estudar ... RALAR, enfim .... dedicação ao estudo, com >>>10 horas por dia (o Mínimo),,,,...Está na hora de ""ACABAR DEFINITIVAMENTE"", com essas INDICAÇÕES. Aqui , no Congresso Nacional , há inúmeros "PROJETOS", para tal investidura. Mas..., só que,.. através de "CONCURSO", mas isso a "MAIORIA" não quer. Eles querem "MOLEZA"... serem indicados, com "BAITA SALÁRIO", para o resto da vida..,,,.e verem seus gabinetes transformados em ENDEREÇO de PEREGRINAÇÃO DIÁRIA de deputados, vereadores, prefeitos e outros políticos, em busca de ajuda para liberar alguma obra ou SALVAR esse ou aquele AMIGO. Mas, como há CONSELHEIROS, que não entendem "BULHUFAS"" de Auditorias, Finanças etc. .acabam ficando presos aos relatórios técnicos que recomendam seus VOTOS... É MOLE???????APENAS PARA FINALIZAR........INSISTO>>>>Com a realização de>>> "CONCURSO"""Acabaria definitivamente com essa "FARRA VITALÍCIA", fruto do ""APADRINHAMENTO"" NEM SEMPRE ACOMPANHADOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL E QUALIFICAÇÃO PARA TAL INVESTIDURA., FIM DE PAPO........

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Carlos Nunes 03/05/2018

Dessa estória toda a gente tem que aprender a lição...a vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas tem que passar a ser preenchida exclusivamente por CONCURSO PÚBLICO. Chega de ser ocupada por afilhados de partidos e caciques políticos, ou ex alguma coisa como prêmio de consolação, ou pior que sejam vendidas. Alguém tem que fazer novas Leis que criem isso...quem sabe a Juíza SELMA, eleita senadora por MT, empunhe essa bandeira. Aproveita e faz com que a vaga de Ministro do Supremo também seja preenchida só por CONCURSO PÚBLICO também. Numa Democracia só tem duas formas democráticas: ou o cara é eleito pelo povo ou é CONCURSO PÚBLICO.

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deovaldo 03/05/2018

A água começa a subir na bund ..a e chegar aos grandes tubarões que fuderam mato grosso ...Parabéns ao judiciario,,vamos que vamos

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