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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

19 de Abril de 2023, 09h:22 - A | A

PODERES / SEM PROVAS

PF pede arquivamento de investigação de suposto ‘Caixa 2’ na campanha de Pedro Taques

MP deverá se pronunciar e, na sequência, juiz responsável deverá decidir os rumos do processo.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



O delegado da Polícia Federal Marcos Moreira Nizio concluiu o relatório de investigação de suposto esquema de “Caixa 2” da campanha do ex-governador Pedro Taques, em 2014, e uma gráfica de Cuiabá. Segundo o relatório, “apesar da gravidade dos fatos denunciados atenta-se para a ausência de robustez quanto ao material probatório”. O documento ressalta ainda que, por terem se passado dez anos dos fatos narrados na denúncia, as investigações ficam prejudicadas. O parecer da investigação é pelo arquivamento do caso.

A investigação teve início após a delação premiada do empresário Alan Ayoud Malouf, para a Procuradoria Geral da República (PGR), que apontou a prática dos crimes de falsidade ideológica eleitoral e corrupção passiva supostamente praticados pela campanha do ex-governador Pedro Taques.

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A denúncia abrangeu várias empresas que contribuíram com doações para o comitê eleitoral de Taques, o que levou a Justiça a dividir as investigações. O relatório do delegado Marcos Moreira Nizio diz respeito especificamente da denúncia envolvendo a Gráfica Print, que, segundo a denúncia, teria repassado R$ 2 milhões de forma ilegal para a campanha.

“Neste narrou-se a ocorrência de falsidades ideológicas para fins eleitorais e um esquema de arrecadações com o objetivo de captar doações de empresários para a campanha de PEDRO TAQUES, os quais visavam, como compensação, a obtenção de contratos regulares ou não, com o poder público de Mato Grosso”, diz o relatório, resumindo o teor da denúncia de Alan Malouf.

Segundo o acordo de delação premiada, Dalmi Defanti, dono da Gráfica Pritn, teria devolvido o dinheiro que recebeu da campanha pelos serviços prestados, o que configuraria o “Caixa 2”, já que Taques “teria ficado com medo de declarar a doação, tendo em conta que a gráfica estaria sendo investigada por contratos com ALMT e o Governo de MT”.

Os R$ 2 milhões que dizem respeito ao suposto crime de “Caixa 2”, teriam sido pedidos por Júlio Modesto, responsável por administrar financeiramente a campanha de Taques.

“As inconsistências advindas dos depoimentos colhidos, inclusive no que concerne à função desempenhada por Júlio na campanha eleitoral de Pedro, revela a incapacidade de comprovação da materialidade do delito”, avança o documento.

“Por fim, ratifica-se que, o fato ocorreu há quase 10 anos, o que dificulta as investigações, bem como excede o parâmetro razoável de duração dos procedimentos administrativos de natureza investigatória”, conclui o relatório.

Seguindo o rito processual, o relatório deverá ser enviado para o Ministério Público e, na sequência, o juiz do caso definirá os rumos do processo.

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