CAMILA PAULINO
DA REPORTAGEM
O ex-secretário da Casa Civil e advogado Paulo Taques, preso nesta quarta-feira (9) em decorrência da Operação Bônus, segunda fase da Bereré, alega que faltam provas que o incriminem e que muita gente está mentindo em relação à participação dele no esquema de desvio de dinheiro no Detran, via EIG Mercados.
Paulo Taques afirmou ainda que espera que tudo seja esclarecido e que está tranquilo.
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"Estou absolutamente tranquilo. Como eu já disse, pelo que eu pude ver no pedido, na decisão, alguém disse para alguém, que contou para o Ministério Público, que pediu dinheiro em meu nome. Tem muita gente falando coisas que não são verdades. Espero que tudo seja esclarecido", afirmou.
Paulo Taques, o deputado estadual Mauro Savi e outras quatro pessoas foram presas nesta quarta, por decisão do desembargador José Zuquim Nogueira.
O ex-secretário teria recebido R$ 2,6 milhões em propina para manter o contrato da EIG Mercados com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) no Governo Pedro Taques (PSDB), primo do advogado.
Em sua decisão, Zuquim ainda considerou que Paulo Taques se utilizou do conhecimento jurídico para criar “engenhosas artimanhas” para maquiar o recebimento de propina. De acordo com o magistrado, após a Operação Bereré, em fevereiro deste ano, os advogados procuraram representantes da EIG Mercados com o intuito de dar veracidade às atividades entre a empresa e o escritório de advocacia.
Operação
A Operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Operação Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.
Ao todo, foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.
Foram presos na segunda fase da operação, o deputado Mauro Savi, que foi afastado do cargo parlamentar, os advogados Paulo e Pedro Jorge Taques, os empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo”, além do ex-diretor-presidente da EIG Mercados, Valter José Kobori.
A investigação apura esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propina, por meio de contrato da empresa EIG Mercados e o Detran, na ordem de R$ 27,7 milhões, que operou de 2009 a 2015, na ordem de R$ 27,7 milhões, que operou de 2009 a 2015.














