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22 de Dezembro de 2017, 07h:00 - A | A

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Para analistas, políticos delatados serão reeleitos se estiverem livres da cadeia

As declarações se referem às frequentes operações policiais e investigações que têm políticos mato-grossenses como alvos por atos de corrupção.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Em debate sobre o cenário para as eleições de 2018, os analistas políticos João Edisom e Onofre Ribeiro afirmam que o político que não estiver preso será facialmente reeleito.

“Em 2018 teremos polícia correndo por aí. Precisamos saber quem será candidato. Na Assembleia, quem tiver condições e estiver no poder está eleito”, afirmou João Edisom.

As declarações  se referem às frequentes operações policiais e investigações que têm políticos mato-grossenses como alvos por atos de corrupção, principalmente no que diz respeito à delação do ex-governador Silval Barbosa (sem partido) que complicou deputados e ex-deputados estaduais.

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“Em 2018 teremos polícia correndo por aí. Precisamos saber quem será candidato. Na Assembleia, quem tiver condições e estiver no poder está eleito”, afirmou João Edisom.

Para Onofre Ribeiro, por exemplo, mesmo com tamanho desgaste, e sob acusações, consideradas pelo ministro Luiz Fux - do Supremo Tribunal Federal (STF) - como monstruosas, políticos do Estado devem superar o caso e se eleger a mais um mandato de quatro anos.

"Os eleitores deles na região não estão preocupados se pegaram dinheiro, eles querem resultados. Se o deputado deu resultado eles votam nele. Não vejo renovação muito grande [na Assembleia]”, opinou Onofre Ribeiro.

“Esse pessoal vai ficar marcado, porém não quer dizer que o eleitor não vote neles porque são regionalizados. Os eleitores deles na região não estão preocupados se pegaram dinheiro, eles querem resultados. Se o deputado deu resultado eles votam nele. Não vejo renovação muito grande [na Assembleia]”, explica.

O caso

Silval Barbosa acusou em sua delação pelo menos 17 deputados estaduais e ex-deputados de terem recebido “mensalinho” para que não “criassem problemas” e apoiassem os projetos do Executivo. Ao total, os parlamentares teriam recebido propina de R$ 600 mil, cada um.

Os parlamentares citados por Silval foram o atualmente deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), os deputados estaduais Jose Domingos Fraga (PSD), Oscar Bezerra (PSB), Gilmar Fabris (PSD), Baiano Filho (PMDB), Silvano Amaral (PMDB), Romoaldo Junior (PMDB), Wagner Ramos (PSD), Mauro Savi (PSB) e Dilmar Dal Bosco (DEM), e os ex-deputados estaduais Hermínio Barreto, Luiz Marinho, Airton Português, Alexandre César, Antonio Carlos Azambuja, e os prefeitos de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), e de Juara, Luciane Bezerra (PSB).

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