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Pagot negou o recebimento de “caixa 2” durante a campanha à reeleição de Blairo Maggi
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Luiz Antônio Pagot, admitiu ter sido procurado por executivos da Odebrecht, em 2004. Segundo ele, o assunto eram dívidas que Mato Grosso possuía com a construtora.
Ele foi citado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nos inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que investigam a Operação lava Jato. Janot afirma que o ex-secretário teria sido interlocutor do pagamento de propina de R$ 12 milhões da Odebrecht ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), nas eleições de 2006.
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“Fui citado como interlocutor pelo procurador Rodrigo Janot num assunto que não me diz respeito. A única vez que esse pessoal esteve reunido comigo foi em 2004. Eles vieram cobrar um valor que o Estado devia a eles e mandei que tratassem com a Procuradoria-Geral do Estado”, disse Pagot.
“Fui citado como interlocutor pelo procurador Rodrigo Janot num assunto que não me diz respeito. A única vez que esse pessoal esteve reunido comigo foi em 2004. Eles vieram cobrar um valor que o Estado devia a eles e mandei que tratassem com a Procuradoria-Geral do Estado”, disse Pagot, em entrevista à rádio Capital FM.
Ele afirmou que não se lembra do montante cobrado pela empreiteira, pois era passivo não contabilizado pela secretaria.
“Em 2003 assumi a Secretaria de Infraestrutura, fizemos uma rigorosa auditoria na pasta para ver o que era passivo não contabilizado, ou o que era conta já contabilizada de maneira irregular. Uma dessas contas irregulares era exatamente a da Odebrecht”, contou Pagot.
Questionado sobre a reeleição de Maggi, uma vez que foi coordenador, Pagot negou o recebimento de “caixa 2” durante a campanha. Conforme as delações, o valor de R$ 12 milhões teria sido cobrado pelo também ex-secretário Éder Moraes.
“Esse cidadão que você esta citando nunca fez parte da campanha do Blairo, em momento nenhum. Tínhamos um comitê, eram várias pessoas e exatamente essa pessoa que você citou nunca fez parte do nosso comitê de campanha e também não era interlocutor da campanha. Tudo vai se esclarecer devidamente nos próximos dois, três meses, assim que a investigação for aberta. Isso eu tenho confiança”, finalizou o ex-secretário.

















