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16 de Agosto de 2021, 14h:49 - A | A

PODERES / SOBRAS DA COPA

MP quer que ex-secretários da Secopa devolvam R$ 4,1 milhões a MT

Construção da trincheira Mário Andreazza, que liga Cuiabá a Várzea Grande, causou prejuízo de R$ 410 mil aos cofres de MT

Reprodução

Contrato alvo do MPE foi firmado para obras de mobilidade da Copa do Mundo de 2014

Contrato alvo do MPE foi firmado para obras de mobilidade da Copa do Mundo de 2014

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO



O promotor de Justiça Marcelo Lucindo Araújo, do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), pediu a condenação dos ex-secretários Éder Moraes e Maurício Guimarães por irregularidade na contratação da empresa Ster Engenharia Ltda para a obra da trincheira "Mário Andreazza", que liga Cuiabá e o município de Várzea Grande.

A ação também é movida contra o ex-presidente da comissão de licitação da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), Eduardo Rodrigues da Silva. O MPE quer os três ressarçam os cofres públicos em R$ 4,1 milhões, valor calculado em 10 vezes o dano causado, de R$ 410,7 mil.

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Consta da ação que a intenção do Estado era contratar a empresa que apresentasse o menor valor de obra, já incluindo uma isenção no ICMS para compras das mercadorias destinadas a obra.

Na primeira licitação, seis empresas participaram e todas foram desclassificadas, incluindo a Ster, que apresentou valor de R$ 5.881.744,17, porque não incluíram o cálculo de isenção do ICMS.

Ocorre que, na segunda oportunidade, que resultou na contratação da empresa, a Ster Engenharia apresentou cálculo de R$ 5.238.811,52, sem a incidência do ICMS, e, no entanto, foi contratada pelo valor de R$ 5.879.619,75.

O MPE destacou que isso fez com que o Estado tenha sofrido prejuízo de mais de R$ 400 mil, uma vez que a empresa Paviservice/Engeponte apresentou preço mais vantajoso caso fosse considerado o valor sem isenção do ICMS, na ordem de R$ 5.468.830,52.

"Essa conduta criou uma situação absolutamente incoerente, que acarretou a contratação de pior preço para o Estado de Mato Grosso, burlando a ratio fundamental do procedimento licitatório", anotou o MPE

"Além disso, os gestores responsáveis pela contratação também não observaram a proposta mais vantajosa ao Estado de Mato Grosso, ignorando os princípios que regem a boa administração, especialmente os princípios da economicidade, eficiência e vinculação ao edital e, consequentemente causaram prejuízo ao erário", completou.

Durante o andamento do processo, os dois ex-secretários e o ex-servidor da Secopa negaram qualquer irregularidade ou responsabilidade no caso.

Na última sexta-feira (13), o MPE apresentou as alegações finais no processo, ratificando o pedido para condenação ao pagamento de danos morais coletivos, calculados em 10 vezes o valor do dano causado.

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