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07 de Agosto de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / ELEIÇÕES 2018

Ministro vê agronegócio rachado e votos devem ser ‘pulverizados’

Maggi avalia que o setor deve se dividir entre os diversos candidatos, principalmente ao Senado.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



O ministro da Agricultura e senador licenciado, Blairo Maggi (PP), avaliou que o agronegócio estará dividido durante a campanha eleitoral deste ano. Diversos líderes do setor são candidatos e devem disputar de maneira acirrada os votos de produtores rurais e demais membros do setor produtivo de Mato Grosso.

"Eu acho que dentro desse setor, que é importante para a economia, há uma pulverização de intenção de votos. Eu não tenho dúvida nenhuma disso”, disse o ministro.

“O agro não é uma coisa unida, uma coisa em que as pessoas sentam e resolvem ‘nós vamos para cá ou para lá’. O setor da agricultura é como qualquer setor da economia ou da sociedade mato-grossense que tem gente que gosta de A, de B, que não gosta da posição do outro. Então, eu acho que dentro desse setor, que é importante para a economia, há uma pulverização de intenção de votos. Eu não tenho dúvida nenhuma disso”, disse o ministro.

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Ao Senado Federal, pelo menos quatro candidatos das principais chapas têm ligação direta com o setor. O deputado federal Adilton Sachetti (PRB) é produtor rural, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) foi presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) é produtor rural e foi presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) e o ex-senador Jayme Campos tem fazendas de criação de gado.

A juíza aposentada Selma Arruda (PSL) também tende a atrair parte do eleitorado ligado ao agro em razão de suas bandeiras. Entre as propostas de Selma está a liberação do porte de armas, pauta defendida pelos proprietários de terras devido aos constantes conflitos com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

No início deste ao, Blairo Maggi anunciou que não seria mais candidato nas eleições deste ano. Ele decidiu deixar a vida pública e acabou deixando um espaço que seria ocupado por sua possível tentativa de reeleição.

“Acho que é absolutamente natural. Acho que isso aconteceria mesmo se eu fosse candidato. As pessoas pensam que ‘ah, mas tem uma vaga garantida’, não tem vaga garantida. Com a minha desistência, vários decidiram disputar, o próprio Fávaro, o Sachetti, que eram apoiadores incondicionais meus. Tem espaço, tem duas vagas”, disse o ministro.

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