MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O ministro da Agricultura e senador licenciado, Blairo Maggi (PP), avaliou que o agronegócio estará dividido durante a campanha eleitoral deste ano. Diversos líderes do setor são candidatos e devem disputar de maneira acirrada os votos de produtores rurais e demais membros do setor produtivo de Mato Grosso.
"Eu acho que dentro desse setor, que é importante para a economia, há uma pulverização de intenção de votos. Eu não tenho dúvida nenhuma disso”, disse o ministro.
“O agro não é uma coisa unida, uma coisa em que as pessoas sentam e resolvem ‘nós vamos para cá ou para lá’. O setor da agricultura é como qualquer setor da economia ou da sociedade mato-grossense que tem gente que gosta de A, de B, que não gosta da posição do outro. Então, eu acho que dentro desse setor, que é importante para a economia, há uma pulverização de intenção de votos. Eu não tenho dúvida nenhuma disso”, disse o ministro.
>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão
Ao Senado Federal, pelo menos quatro candidatos das principais chapas têm ligação direta com o setor. O deputado federal Adilton Sachetti (PRB) é produtor rural, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) foi presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) é produtor rural e foi presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) e o ex-senador Jayme Campos tem fazendas de criação de gado.
A juíza aposentada Selma Arruda (PSL) também tende a atrair parte do eleitorado ligado ao agro em razão de suas bandeiras. Entre as propostas de Selma está a liberação do porte de armas, pauta defendida pelos proprietários de terras devido aos constantes conflitos com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
No início deste ao, Blairo Maggi anunciou que não seria mais candidato nas eleições deste ano. Ele decidiu deixar a vida pública e acabou deixando um espaço que seria ocupado por sua possível tentativa de reeleição.
“Acho que é absolutamente natural. Acho que isso aconteceria mesmo se eu fosse candidato. As pessoas pensam que ‘ah, mas tem uma vaga garantida’, não tem vaga garantida. Com a minha desistência, vários decidiram disputar, o próprio Fávaro, o Sachetti, que eram apoiadores incondicionais meus. Tem espaço, tem duas vagas”, disse o ministro.
Leia mais
Blairo desistiu da política por delação de Silval; 'Não vale a pena'
Ministro Blairo Maggi compara invasões de sem-terra a terrorismo
Maggi diz que prefere seguir como ministro e quer se 'aposentar' da política
















