Cuiabá, 31 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
31 de Outubro de 2026

17 de Agosto de 2017, 09h:20 - A | A

PODERES / "MONSTRUOSA"

Ministro do STF revela que Silval delatou crimes de todos os níveis

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, comentou ter classificado a delação do ex-governador Silval Barbosa como "monstruosa" em razão da quantidade de anexos e do número de infrações delatadas.

RpMT/Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, homologou a delação do ex-governador Silval Barbosa no último dia 9 de agosto.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, homologou a delação do ex-governador Silval Barbosa no último dia 9 de agosto.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou que a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) atinge crimes de “todos os níveis”, por isso a caracterizou como “monstruosa”.

Ele comentou ter classificado a delação dessa forma em razão da quantidade de anexos e do número de infrações delatadas.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

“Depois da quebra do sigilo, todos poderão concordar com minha afirmação”, disse Fux, em tom de mistério, em entrevista à GloboNews, na noite de quarta-feira (16).

O ministro homologou a delação do ex-governador no último dia 9 de agosto.

Silval governou o Estado entre os anos de 2010 a 2014 e foi preso no âmbito da Operação Sodoma, acusado de liderar um esquema de recebimento de propina em troca de incentivos fiscais.

“Depois da quebra do sigilo, todos poderão concordar com minha afirmação”, disse Fux.

Desde junho, o político cumpre pena em regime domiciliar, depois de pagar fiança de R$ 46,6 milhões e confessar uma série de crimes à juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda.

Atualmente, ele é monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

Delação

Entre os crimes confessados por Silval na delação, o ex-governador afirmou ter participado de um esquema de propina que pagou R$ 6 milhões para que o ex-secretário Eder Moraes mudasse a versão de uma denúncia de corrupção no Estado.

Ele acusou o também ex-governador e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), de ter participado do esquema.

À época, primeiro Eder denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) “que ele, Silval e Blairo sabiam da compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado [TCE] e Eder queria assumir uma delas”.

No entanto, na delação, o ex-governador explica aos procuradores que “depois deste depoimento, Eder procurou Silval e Blairo e pediu R$ 12 milhões para voltar atrás no que disse”. Ambos aceitaram pagar a propinar, porém, apenas metade, ou seja, R$ 3 milhões de Silval e R$ 3 milhões do ministro.

“O delator [Silval] disse que a parte de Blairo foi entregue a Éder por Gustavo Capilé, ligado ao ministro, sendo que Blairo confirmou o pagamento em dinheiro vivo, entre os anos de 2014 e 2015. Silval confessou que sua parte foi entregue por Silvio Côrrea Araújo, seu então chefe de gabinete, na casa de Eder, e outra parte serviu para quitar uma dívida do ex-secretário de R$ 800 mil”, diz trecho do documento.

Após os pagamentos, o ex-secretário realmente mudou a versão do seu depoimento. “Eder contou que em 2009 falou com os ex-governadores que queria comprar uma vaga no TCE. (...) Já em janeiro de 2015, o ex-secretário deu uma entrevista afirmando que havia mentido no depoimento anterior”.

As retratações do ex-secretário da Casa Civil, Eder Moraes, tiveram impacto nas investigações, que foram arquivadas. Porém, após as revelações de Silval, novos inquéritos devem ser abertos.

Comente esta notícia

Pardal 17/08/2017

Faz esse pessoal devolver o dinheiro, que tiraram dos cofres públicos, prejudicando o povo de Mato Grosso, quer na Saúde, Educação, Segurança Pública, etc.

positivo
0
negativo
0

1 comentários