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02 de Abril de 2024, 12h:21 - A | A

PODERES / ATACAVA MAURO MENDES

Ministro do STF corta palavra de mulher de Wilson Santos e dá lição: "A senhora não tem decoro, isso aqui não é palco"

Bafão protagonizado por Nilma Silva e Wilson Santos ocorreu na audiência de conciliação da Lei do Transporte Zero, que proíbe pesca em MT.

Gustavo Moreno/SCO/STF

"A senhora não tem decoro. A senhora realmente consegue ultrapassar os limites"

"A senhora não tem decoro. A senhora realmente consegue ultrapassar os limites"

FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT



A audiência de conciliação, nesta terça-feira (2), em Brasília, para tratar da lei estadual nº 12.197/2023, conhecida como "Transporte Zero", terminou sem resolução. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça encerrou a audiência após uma confusão envolvendo o deputado estadual Wilson Santos (PSD) e sua esposa Nilma Silva, que se apresentou no encontro como advogada do PSD.

O primeiro “pito” foi quando durante a fala de Nilma, Wilson começou a gravar a esposa. “Deputado Wilson o senhor não está gravando, não né? Isso aqui não é palco político", disse o ministro ao deputado.

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A segunda chamada de atenção foi quando Nilma, ainda durante sua fala, começou atacar o governador Mauro Mendes (União), dizendo que ele e a família possuem interesses pessoais na lei do transporte zero. Neste momento, o ministro encerrou a audiência.

"Doutora, está cassada a palavra. A senhora não tem decoro. A senhora realmente consegue ultrapassar os limites", disparou Mendonça, afirmando que não seria mais concedida a palavra a ninguém.

"Eu acho que o direito de voz nós conquistamos e nós precisamos ter responsabilidade no Supremo Tribunal Federal, eu quero lamentar algumas cenas que presenciei aqui hoje”, completou o ministro.

Com a não conclusão da audiência de conciliação, processo segue agora o trâmite normal. O relator decidirá se reconhece, ou não, a inconstitucionalidade da lei do Governo de Mato Grosso.

"Eu caminhei uma milha, duas milhas, três milhas com todos os senhores, tentando buscar uma equação. Eu fui criticado na imprensa por estar postergando a definição e buscando consenso. Então se não há uma responsabilidade nessa busca do consenso, como hoje presenciei aqui, quero lamentar. O processo vai caminhar. O acordo vai estar sempre aberto, independente da decisão, o gabinete vai estar aberto, mas não vou mais trazer as partes como fiz hoje porque acho que, infelizmente, não corresponderam à confiança que a gente depositou. Por ora frustrada a conciliação", finalizou o ministro.

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fenix 02/04/2024

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