MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um pedido de liberdade feito pelo advogado Pedro Jorge Zamar Taques, irmão do também advogado e ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques. Os dois foram presos no dia 9 de maio por suposto envolvimento em desvios de cerca de R$ 30 milhões do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT).
A íntegra da decisão da ministra deve ser publicada na quarta-feira (13). Pedro Jorge já havia tido um habeas corpus negado pelo desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, antes de recorrer ao STJ.
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Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o advogado teria feito um contrato falso com o escritório D'Almeida Cordeiro & Mesquita Advogados Associados, que prestava serviços à empresa EIG Mercados Ltda, para lavar dinheiro desviado do Detran-MT.
Em sua colaboração premiada, o empresário José Ferreira Gonçalves Neto, sócio da EIG Mercados, afirmou que o contrato foi assinado no dia seguinte às eleições de 2014, dando a Pedro Jorge poderes para atuar em favor da EIG.
Os pagamentos, porém, acabaram sendo feitos pelo empresário José Kobori, á época diretor da empresa. Cerca de R$ 2,6 milhões teriam sido pagos a título de “bônus” nos salários de Kobori e então repassados a Paulo Taques por meio de seu irmão.
“De acordo com José Ferreira Gonçalves Neto, em agosto de 2016, José Kobori foi dispensado da EIG Mercados Ltda, não obstante, por ocasião da rescisão, teria advertido José Ferreira de que "precisaria receber o 'bônus' pois ele já havia assumido o compromisso com esse valor no Estado de Mato Grosso", sendo que, após tal fato, com a cessação dos pagamentos de propina que era recebida através de Valter Kobori, Pedro Jorge Zamar Taques teria ligado para José Ferreira pedindo para José Henrique manter Kobori na empresa, visto que 'tinha assunto pendente no Estado para resolver', e pedindo, também, para que José Henrique comparecesse em Cuiabá para conversar, deixando claro nessa conversa que Kobori estava alinhado com Pedro Zamar Taques e Paulo Taques nos pagamentos dos ‘bônus’’”, diz a denúncia do MPE.
Pedro Jorge afirma que o contrato com o escritório de advocacia era real e que serviços foram prestados em decorrência dele. O advogado afirma ainda que nunca conversou com seu irmão, Paulo Taques, sobre o contrato do Governo do Estado com a EIG.
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