APARECIDO CARMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O governador Mauro Mendes (União) negou que a demissão do ex-secretário de Agricultura Familiar (Seaf), Luiz Artur de Oliveira Ribeiro, conhecido como Luluca Ribeiro, se deu em razão de retaliação política ao MDB ou à deputada estadual Janaina Riva. A declaração foi feita nesta segunda-feira (29).
A possibilidade foi levantada depois que o ex-deputado estadual José Riva, em conversa com a imprensa, disse que a filha poderia ir para a oposição ao Governo do Estado se fosse preterida na disputa pela 1ª Secretaria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
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“Eu posso afirmar categoricamente que não foi nenhuma retaliação política. Esse governo nunca tomou decisões por questões políticas. Nós estamos já com cinco anos e meio de administração e nunca houve nenhum movimento nem de pressão que eu aceitasse e muito menos pressão para exonerar ou para alguma pressão política, foi uma correção de gestão e é só isso que nós podemos falar por enquanto”, disse Mauro.
Luluca Ribeiro foi exonerado na última segunda-feira (23), assim como toda a equipe dele na pasta. Após a publicação da demissão, Janaina Riva recuou e tirou seu nome da disputa, sendo substituída pelo deputado estadual Dr. João (MDB).
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A Seaf é tradicionalmente ocupada pelo partido. Antes de Luluca, a secretária era Teté Bezerra, esposa do principal dirigente estadual da legenda, Carlos Bezerra.
Questionado sobre a existência de algum tipo de ruído com o MDB, Mauro disse que é um partido da base e que espera que continue assim.
“Acho que o MDB está tranquilo, é um partido que é aliado e eu espero que continue sendo aliado”, afirmou.
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O governador ainda negou que Luluca tenha ficado sabendo da demissão pela imprensa, como o ex-secretário afirmou. Mauro disse que o seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), ligou para Luluca e disse que ele poderia pedir exoneração.
Diante de uma recusa do então titular da pasta, o governo decidiu prosseguir com a exoneração.
Sobre a possibilidade de as ações de Luluca estarem sendo alvo de investigação, Mauro negou que isso esteja sendo conduzido pela Controladoria Geral do Estado (CGE). “Se existe investigação ela não é conduzida pelo gabinete do governador. Ela é conduzida, se existe, pelos órgãos de controle”, concluiu.










