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Cuiabá, 01 de Junho de 2026
01 de Junho de 2026

29 de Julho de 2024, 10h:47 - A | A

PODERES / “CORREÇÃO DE GESTÃO”

Mauro garante que demissão de Luluca não foi retaliação política: "Não faço e não aceito pressão"

A Seaf é tradicionalmente ocupada pelo partido. Antes de Luluca, a secretária era Teté Bezerra, esposa do principal dirigente estadual da legenda, Carlos Bezerra.

APARECIDO CARMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O governador Mauro Mendes (União) negou que a demissão do ex-secretário de Agricultura Familiar (Seaf), Luiz Artur de Oliveira Ribeiro, conhecido como Luluca Ribeiro, se deu em razão de retaliação política ao MDB ou à deputada estadual Janaina Riva. A declaração foi feita nesta segunda-feira (29).

A possibilidade foi levantada depois que o ex-deputado estadual José Riva, em conversa com a imprensa, disse que a filha poderia ir para a oposição ao Governo do Estado se fosse preterida na disputa pela 1ª Secretaria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

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“Eu posso afirmar categoricamente que não foi nenhuma retaliação política. Esse governo nunca tomou decisões por questões políticas. Nós estamos já com cinco anos e meio de administração e nunca houve nenhum movimento nem de pressão que eu aceitasse e muito menos pressão para exonerar ou para alguma pressão política, foi uma correção de gestão e é só isso que nós podemos falar por enquanto”, disse Mauro.

Luluca Ribeiro foi exonerado na última segunda-feira (23), assim como toda a equipe dele na pasta. Após a publicação da demissão, Janaina Riva recuou e tirou seu nome da disputa, sendo substituída pelo deputado estadual Dr. João (MDB).

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A Seaf é tradicionalmente ocupada pelo partido. Antes de Luluca, a secretária era Teté Bezerra, esposa do principal dirigente estadual da legenda, Carlos Bezerra.

Questionado sobre a existência de algum tipo de ruído com o MDB, Mauro disse que é um partido da base e que espera que continue assim.

“Acho que o MDB está tranquilo, é um partido que é aliado e eu espero que continue sendo aliado”, afirmou.

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O governador ainda negou que Luluca tenha ficado sabendo da demissão pela imprensa, como o ex-secretário afirmou. Mauro disse que o seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), ligou para Luluca e disse que ele poderia pedir exoneração.

Diante de uma recusa do então titular da pasta, o governo decidiu prosseguir com a exoneração.

Sobre a possibilidade de as ações de Luluca estarem sendo alvo de investigação, Mauro negou que isso esteja sendo conduzido pela Controladoria Geral do Estado (CGE). “Se existe investigação ela não é conduzida pelo gabinete do governador. Ela é conduzida, se existe, pelos órgãos de controle”, concluiu.

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