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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
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27 de Agosto de 2019, 12h:40 - A | A

PODERES / REUNIÃO COM BOLSONARO

Mauro diz que Macron surfa nas cinzas da Amazônia para prejudicar o agronegócio

O governador de Mato Grosso disse ao presidente Jair Bolsonaro que Macron não está preocupado com o meio ambiente, mas preocupado em criar mecanismos contra o Brasil.

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



O governador Mauro Mendes (DEM) participou na manhã desta terça-feira (27) de uma reunião do presidente Jair Bolsonaro (PSL) com os governadores dos estados que compõem a Amazônia Legal. Na pauta estavam as ações do Governo Federal para combater o desmatamento da floresta amazônica após inúmeras queimadas registradas na região, que nos últimos dias, tem ganhado repercussão mundial.

Em seu discurso, Mauro Mendes destacou que a guerra de comunicação patrocinada pelos países concorrentes do Brasil é o fator mais preocupante no momento. Ele comentou que o presidente da França, Emmanuel Macron, não está preocupado com meio ambiente, mas, na verdade, em criar barreiras com outros países.

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“O senhor Macron é o nosso concorrente dos produtos no agro. Ele está surfando nas cinzas da Amazônia quando queima, mas, na verdade não está preocupado com o nosso meio ambiente, está preocupado em criar mecanismos. Ele vem com essa conversa na mídia internacional, ele e outros países para criar barreiras, possíveis barreiras verdes ligados a essa questão de um possível comportamento não adequado aqui no nosso país”, disse Mauro.

“O senhor Macron é o nosso concorrente dos produtos no agro. Ele está surfando nas cinzas da Amazônia quando queima, mas, na verdade não está preocupado com o nosso meio ambiente, está preocupado em criar mecanismos. Ele vem com essa conversa na mídia internacional, ele e outros países para criar barreiras, possíveis barreiras verdes ligados a essa questão de um possível comportamento não adequado aqui no nosso país”, disse.

O democrata comentou que a imagem do Brasil, sobre o aspecto ambiental, é extremamente importante para relações com principais clientes. Ele pontou que após a divulgação dos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o crescimento do desmatamento da floresta amazônica e os divulgação nas redes sociais dos últimos incêndios criaram uma imagem muito ruim do país e isso pode prejudicar as relações comerciais.

“A aérea ambiental eu vejo como abre alas para o agronegócio brasileiro, se ela foi profundamente afetada o agronegócio brasileiro terá dificuldades no mundo afora”, frisou.

Áreas indígenas

O democrata ainda defendeu a exploração de riquezas nas reservas indígenas. Ele disse que ouve há mais de 30 anos que nesses espaços há enormes riquezas e que até o momento ninguém fez nada.

Segundo o governador está na hora de colocar o dedo na ferida e mudar a realidade no país.

“Não queremos tirar terras de índio, nós queremos a riqueza que lá estão. Pra tirar essas riquezas, nós vamos afetar 1 ou 2% dessas aéreas, não mais do que isso. Não podemos ter uma casa com um quadro na parede que vale milhões e ter nosso filhos passando fome”, destacou.

“Não queremos tirar terras de índio, nós queremos a riqueza que lá estão. Pra tirar essas riquezas, nós vamos afetar 1 ou 2% dessas aéreas, não mais do que isso. Não podemos ter uma casa com um quadro na parede que vale milhões e ter nosso filhos passando fome”, destacou o governador.

“Nós temos pessoas que morrem de fome, que morrem por falta de remédios, estradas precárias, infraestrutura precária e nós ouvindo essas histórias de quem tem milhões e milhões de reservas nas aéreas indígenas, em reservas ambientais e pra tirar isso menos de 5% seria afetado e ninguém nesse planeta pode dizer que mudar 5% do nosso ambiente vai comprometer as nossas riquezas ambientais”, complementou.

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro comentou que ficou envergonhado de assistir uma reportagem do Jornal Nacional que, segundo ele, foi voltado aos interesses externos para colocar o Brasil numa situação constrangedora mundialmente.

Ele ainda destacou ao governador que em Mato Grosso há três projetos de ampliação de reservas ambientais como Parque Nacional Taiamã, Reserva Guariba-Rossevelt e do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense. 

“O seu estado, cada vez mais, se inviabiliza nesse tipo de política se continuar presente por parte da presidência da República. Como o senhor bem disse, até agora estão perfeitamente alinhados na mesma direção, nós podemos reverter essa situação, levar paz para o campo, levar progresso para que os estados possam incluir de verdade o índio na nossa sociedade. Grande parte já quer isso daí tanto é que há pouco tempo quando eu falei em legalizar o garimpo até então em terra indígena eu fui massacrado por essa mídia”, disse.

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