RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (DEM) considerou um “blefe”, para fazer “pressão” no Governo do Estado, o argumento do setor empresarial de que o projeto de reinstituição e revogação dos incentivos fiscais em Mato Grosso é uma facada nas costas do cidadão e empresários, pois, os preços de produtos como medicamentos, carne e materiais para construção, podem aumentar em até 70%, caso a proposta seja aprovada pela Assembleia Legislativa.
Para rebater a informação, qual o Governo chama de “fake news”, Mauro revelou que a maioria das empresas beneficiadas pelos incentivos fiscais tem margem de lucro acima de 100%, alguns ultrapassam 1000%. A declaração ocorreu na quinta-feira (04) durante entrevista coletiva no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
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Representantes do setor empresarial alegam que a carne, por exemplo, pode ficar 7% mais cara, material de construção até 30% e medicamentos ainda mais, cerca de 70%. Mauro diz que setor faz pressão.
“Será que o cara que ganha 1000% [de lucro] precisa repassar o aumento para a população e continuar ganhando os mesmos 1000%? Para, né. Isso é pressão, conversa, um blefe que estão fazendo. Nesta semana mostraremos outros setores que estão sendo altamente beneficiados por essa lei”, argumentou.
Mauro usou como exemplo o setor do milho que há anos, segundo ele, afirma ter prejuízos, mas desde então, tem aumentado cada vez mais a produção no Estado.
“A primeira vez que escutei isso Mato Grosso plantava três mil toneladas por ano. E todo ano escutava que o milho dava prejuízo, mas foi para 5, 6, 10, 15, 20, 30 e nesse ano chegará a mais de 130 mil toneladas. Respeito todos os produtores porque trabalham muito e foram pessoas que fizeram isso em lugares que o Estado nunca esteve presente para construir uma estrada, mas nesse momento administro o Mato Grosso que está com muita dificuldade”, pontuou.
O governador disse que também é o momento do setor do algodão contribuir mais com o Governo. Segundo o democrata, os produtores recebem benefícios fiscais há duas décadas.
“Por exemplo, a cadeia do algodão recebe incentivos fiscais há mais de 20 anos e que foram importantíssimos para começar e se desenvolver. Hoje é um setor que se solidificou, que cresceu, ganhou competitividade então é hora de contribuir com o Estado que o ajudou”, disse.
Aumento de preços
Por outro lado, representantes do setor empresarial alegam que a carne, por exemplo, pode ficar 7% mais cara, material de construção até 30% e medicamentos ainda mais, cerca de 70%.
















Carlos Araújo 08/07/2019
Se todo matogrossense é um contribuinte, então todos estão levando a facada nas costas deste governo desgovernado, facada tripla nas costas dos empresários, que vão mudar rapidinho o apoio ao MM
Marcus Passare 07/07/2019
1000 porcento de lucro, esse Mauro Mendes tá louco.
2 comentários