facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 02 de Junho de 2026
02 de Junho de 2026

06 de Fevereiro de 2024, 07h:00 - A | A

PODERES / PODE SER AFASTADO

Mauro defende que se Emanuel não cumprir TAC a Justiça deve "fazer valer o que foi estabelecido"

Entre as penalidades previstas para a gestão do prefeito, em caso de descumprimento do TAC, está a intervenção total da Prefeitura de Cuiabá.

DAFFINY DELGADO
APARECIDO CARMO



O governador Mauro Mendes (União Brasil) defendeu que o Ministério Público e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) tomem providências caso a Prefeitura de Cuiabá  descuimprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que pôs fim à intervenção na Secretaria Municipal de Saúde. Na segunda-feira (05), o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, denunciou que havia falta de médicos nasa unidades de saúde e que leitos de UTI estariam sendo fechados, inclusive infantis.

Na denúncia, o conselheiro afirmou que o Executivo municipal teria fechado 18 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Antigo Pronto-Socorro e também estaria deixando faltar médicos nas unidades de Saúde. Ele ainda explicou que vários outros itens estabelecidos no acordo estavam sendo descumpridos.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

Segundo Mauro, o MP e o TJ têm que fazer "valer" o que foi estabelecido no acordo. 

Entre as penalidades previstas para a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), em caso de descumprimento do TAC, está a intervenção total da Prefeitura de Cuiabá. Ou seja, na prática, além de perder o controle da Saúde, Emanuel também perderia a gestão absoluta do Executivo municipal.

"O TAC é um instrumento jurídico, respaldado na lei brasileira e celebrado entre o ente, no caso representado pela intervenção, eles tinham esse poder que foi reconhecido pelo Tribunal de Justiça e a Prefeitura agora tem o dever de cumprir", declarou na manhã desta segunda-feira (5).

"Agora, se não cumprir, isso não é um problema do governador, mas do Ministério Público e da Justiça. Agora eles que devem fazer valer o que lá foi estabelecido ou não", emendou governador.

Vale lembrar, que o gestor tentou derrubar o termo alegando que o mesmo “restringe” e “suprime” as prerrogativas do gestor, que retornou para o comando da Pasta no dia 1º de janeiro. Entretanto, os recursos foram negados, tanto no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), quanto no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Comente esta notícia