RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (DEM) criticou o “despreparo coletivo” para o enfrentamento correto da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Segundo o governador, faltou racionalidade e bom senso de alguns gestores que desacreditaram que o vírus pudesse chegar ao Brasil.
Ele destacou que as notícias sobre o disseminação da doença ocorrem desde dezembro do ano passado e que em fevereiro o Brasil comemorou o carnaval como se nada estivesse ocorrendo no mundo.
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“No Brasil, não digo que são todos, mas o problema que eu vejo é o despreparo coletivo para o enfrentamento correto deste problema. Faltou racionalidade, faltou bom senso, e aí eu não quero culpar individualmente ninguém porque isso surpreendeu de certa forma todo mundo”, disse em entrevista à Jovem Pan. Assista a entrevista completa abaixo
“Nós vimos dezembro acontecendo na China, janeiro começando na Europa e quando chegou aqui, de repente, nós tínhamos um carnaval e parecia que não tinha problema acontecendo no mundo, como se aquilo pudesse não chegar na América Latina, chegou e espalhou pelo Brasil inteiro e alguns estão com dificuldade de lidar com isso”, complementou.
Ele destacou as estratégias que têm sido adotadas no Estado para o enfrentamento da doença. Comentou sobre a obra de ampliação do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, com instalação de 210 leitos definitivos exclusivos para tratamento de pessoas infectadas pela covid-19.
Mendes disse que a ocupação de leitos reservados para pacientes com covid-19, no Estado, está na casa de 10% e que há estimativa que os casos subam gradativamente.
“Eu adotei algumas estratégias que eu comecei lá atrás, me preparando pra que a gente imaginou que ia chegar. Estamos bem hoje, uma das mais baixas taxas, por isso, nós estamos trabalhando, mas a gente admite que pode subir como está subindo gradativamente, mas hoje a nossa taxa de ocupação de UTIs que são exclusivas para covid-19 em Mato Grosso está na casa de 10% e nós temos mais UTIs para serem inauguradas nas próximas semanas”, disse.
Veja a entrevista:
















