MAJU SOUZA
DA REDAÇÃO
Devido à suspensão de R$ 155 milhões repassados pela Alemanha e R$ 133 milhões repassados pela Noruega, ao Fundo Amazônia, totalizando o corte de R$ 288 milhões, o que representa mais da metade da verba, o futuro da preservação ambiental de Mato Grosso é incerto. O Estado é um dos beneficiários do fundo, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que conduz com o dinheiro o projeto “Mato Grosso Sustentável”, que busca o controle e a prevenção do desmatamento e das queimadas ilegais.
Segundo o governador Mauro Mendes (DEM), os países têm o dever de manter os recursos para preservação ambiental.
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“O corte afeta, mas não a curto prazo. Nós temos aqui alguns programas, projetos que estão em curso e nós vamos fazer com o dinheiro deles ou sem o dinheiro deles. Agora, nós queremos, e eles têm o dever de ajudar, porque eles pactuaram isso nas grandes conferências do clima internacional”, afirma.
“O corte afeta, mas não a curto prazo. Nós temos aqui alguns programas, projetos que estão em curso e nós vamos fazer com o dinheiro deles ou sem o dinheiro deles. Agora, nós queremos, e eles têm o dever de ajudar, porque eles pactuaram isso", disse Mendes.
Os países europeus decidiram cortar dinheiro que era investido, na preservação do bioma, após, segundo eles, o Brasil não cumprir o acordo.
Conforme dados da Sema, o último repasse do fundo feito ao Estado foi de R$ 35 milhões, que tiveram como emprego principal as unidades de conservação estaduais e 40 municípios com o bioma da Amazônia.
Dessa forma, estão sendo utilizadas três frentes, sendo o fortalecimento da fiscalização e do licenciamento ambiental estadual, em que foram adquiridos veículos, barcos equipamentos para Superintendência de Fiscalização; a desconcentração e descentralização da gestão ambiental estadual, em que municípios foram habilitados a prestar serviços ambientais e a consolidação de unidades de conservação, em que se encontra em fase de licitação.
Amazônia Legal
Mato Grosso encabeça a lista de queimadas, dos nove estados que fazem parte da Amazônia Legal, divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Crise Internacional
A Alemanha foi o primeiro país a anunciar o corte dos recursos ao Brasil. A justificativa foi a falta de segurança nas políticas de preservação ambiental do Governo Federal, visto que o desmatamento cresceu em 88%, totalizando 920 km², segundo o Inpe.
A Noruega seguiu a mesma linha, por entender que o Brasil não estaria cumprindo o acordo, que é preservar o bioma amazônico.
No entanto, as relações começaram a se estremecer quando o Governo extinguiu o Comitê Técnico do Fundo da Amazônia.
O ministro de Meio Ambiente Ricardo Salles foi questionando em uma entrevista sobre a extinção do fundo e ele afirmou que “em teoria, sim” isso pode ocorrer.
Em um ano, a perda de vegetação cresceu em 40%, totalizando 5.879 km² que foram desmatados ou queimados.
Fundo Amazônia
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou o Fundo Amazônia, em 2008, com recursos captados em sua maioria da Alemanha e Noruega. O objetivo seria realizar ações de prevenção, monitoramento e o combate do desmatamento, e ainda, promover a conservação e o uso sustentável da Amazônia Legal.

















Iphóqrita 25/08/2019
Tem que acabar mesmo, parem de nos vender. Enquanto aceitamos esse dinheiro que supostamente vai para a proteção da nossa floresta, empresas de lá, estão aqui há décadas explorando nosso solo, aqui em Chapada mesmo, tinha uma mineradora que era de fora, levou muitos diamantes, o avião descia lá mesmo e de lá seguia rumo a Europa. O Brasil ainda é colônia
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