CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), pediu a suspeição do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Luiz Carlos da Costa, no processo que investiga o suposto esquema de compra da vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O desembargador é o responsável pela apreciação dos recursos decorrentes da ação, entre eles, o pedido de reversão da indisponibilidade de bens de Maggi e dos demais envolvidos.
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No recurso, Maggi questiona a imparcialidade do magistrado, utilizando como prova matérias jornalísticas veiculadas na imprensa local, alegando uma “aliança” entre o desembargador e o juiz de primeira instância Luís Aparecido Bertolucci Júnior, responsável pela Vara Especializada de Ação Popular e Ação Civil Pública, onde tramitam os processos a respeito da investigação.
O ministro já moveu outros dois recursos pedindo a suspeição de Bertolucci, que foram negados.
O juiz determinou, em janeiro, o afastamento do conselheiro do TCE, Sérgio Ricardo, e a indisponibilidade dos bens de Maggi, Sérgio Ricardo, Alencar Soares, Éder Moraes, Gercio Marcelino Mendonça Júnior (o Júnior Mendonça), Humberto Bosaipo, José Riva, Leandro Soares e Silval Barbosa.
Todos tiveram bens bloqueados até o valor de R$ 4 milhões, em conjunto, que seria o montante equivalente à compra da vaga de Soares para Ricardo. O caso ocorreu em 2009.
Na ação, todos são acusados pelo Ministério Público do Estado (MPE) de terem participado da compra da vaga para substituir Alencar Soares como conselheiro. Os fatos vieram à tona depois da delação de Júnior Mendonça, durante a Operação Ararath.


















