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Cuiabá, 24 de Junho de 2026
24 de Junho de 2026

29 de Abril de 2017, 14h:50 - A | A

PODERES / CONTRARIOU O PARTIDO

Lideranças do PSB comparam afastamento de Garcia a ato da ditadura

Deputados, secretários de Estado e o ex-prefeito Mauro Mendes, defenderam o posicionamento do deputado federal Fábio Garcia, que votou a favor da reforma trabalhista e por isso foi afastado da presidência regional do partido.

DA REDAÇÃO



A liderança do Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Mato Grosso, publicou nota neste sábado (29) em defesa do deputado federal Fábio Garcia, que foi destituído da presidência estadual da sigla após votar a favor da reforma trabalhista.

A medida contrariou a executiva nacional do partido, que como represália o afastou do comando regional. A ação foi comparada à época da ditadura, por lideranças como deputados estaduais, secretários de Estado e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, que assinaram a nota.

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“Lamentamos profundamente e não concordamos com este tipo de atitude típica dos tempos sombrios vividos algumas décadas no Brasil”, diz trecho da nota.

O documento de apoio a Garcia é assinado por Mauro Mendes; pelo deputado federal Adilton Sachetti; pelo presidente da Assembleia Eduardo Botelho; pelo secretário estadual de Assistência Social e Trabalho, Maxi Russi; e pelos deputados estaduais Oscar Bezerra, Mauro Savi e Adriano Silva.

Em nota, os socialistas defendem que a reforma trabalhista é um importante instrumento para modernizar a legislação e traz ganhos relevantes para o trabalhador, e destacam a necessidade de um socialismo moderno, que gere riqueza, que crie oportunidades e mais qualidade de vida para todos. 

O caso 

Fábio Garcia vai recorrer, na próxima terça-feira (2), da decisão do Diretório Nacional do partido que o destituiu da função de presidente regional da sigla.

Garcia e outros quatro líderes do PSB, que também são deputados federais, desobedeceram a orientação partidária de votar contrário à reforma trabalhista do Governo Michel Temer (PMDB) e foram destituídos das funções de líderes regionais.

O recurso será protocolando internamente no partido, pedindo que o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, reveja a decisão, já encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Confira a nota na íntegra 

Os membros do Partido Socialista Brasileiro de Mato Grosso, diante do lamentável fato noticiado do afastamento do deputado federal Fábio Garcia da presidência do partido no nosso estado em represália ao seu voto a favor da reforma trabalhista, reafirmam os seguintes pontos:
1- Apoiamos integralmente o voto proferido pelo deputado Fábio Garcia a favor da reforma trabalhista

2- Lamentamos profundamente e não concordamos com este tipo de atitude típica dos tempos sombrios vividos algumas décadas no Brasil;
3- A reforma trabalhista é um importante instrumento para modernizar a nossa legislação e traz ganhos relevantes para o trabalhador, para estímulo à geração de empregos e para a nação brasileira. Os que mais reclamam e distorcem os fatos são aqueles que defendem interesses corporativos e se beneficiam de uma legislação antiga, elaborada em uma época que a maioria da nação brasileira vivia no campo, era analfabeta e sem nenhum acesso a informação e ao conhecimento. O mundo mudou, o Brasil mudou e está mudando, e nossas leis precisam acompanhar estas novas realidades;

 

·   4- Queremos um socialismo moderno, que gere riqueza, que crie oportunidades e mais qualidade de vida para todos. Temos que olhar para o presente e para o futuro e neste momento o que nos preocupa são os 14 milhões de desempregados e como fazer o país voltar a crescer e gerar milhões de novos empregos.
Adilton Sachetti – deputado federal
Eduardo Botelho – deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa
Oscar Bezerra – deputado estadual
Mauro Savi – deputado estadual
Adriano Silva - deputado estadual
Max Russi – deputado estadual e secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social
Mauro Mendes - presidente de honra do PSB de Mato Grosso

Comente esta notícia

Quincas 29/04/2017

A mesma ditadura que fez do avô dele Governador, e que por sua vez nomeou o tio do Fábio Prefeito biônico. Foi no tempo da Ditadura que o Garcia Neto montou a empresa Engeglobal de titularidade dos familiares do Deputado que representa perfeitamente os interesses da Oligarquia empresarial. Os senhores Líderes do PSB ao menos sabem o significado da palavra COERÊNCIA? De fato esses políticos de classe rica, de família com tradição na política só pensam no bem estar de suas empresas e o povo? Como dizia a a saudosa atriz Nádia Maria investida no personagem Célia Caridosa de Melo da Escolinha do Professor Raimundo, o povo? o povo é apenas um detalhe. De fato somos apenas um detalhe, um detalhe que apoiam políticos com esse perfil que não poderia nunca estar no poder. Imagem os senhores leitores, que para instituir o Imposto sobre Grandes Fortunas é necessário lei complementar, ou seja, maioria absoluta de votos das duas casas do Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Dep. Federais). Eu pergunto nunca crise dessas não seria bem vindo esse imposto para contribuir e deixar de tirar tudo só das costas do povo? Eu corto o meu pescoço se esse imposto seria aprovado, pois seriam necessários 257 votos dos Deputados e 41 votos dos Senadores. Como eles são que ganham altos salários, detém fazendas, salários, empresas prospera. Eu penso que em protesto, não devemos anular nosso voto, mas votar substituindo esse e todos os Deputados Federais, assim como todos os Senadores, também substituir todos os Deputados Estaduais, e na próxima eleição todos da casa dos horrores, ou seja substituir todos os vereadores para que deixem de tratar o povo como mero detalhe. E o judiciário que ganham um monte de auxílios, o oficiais das forças armadas, que tem aposentadoria vitalícia, ou seja, mesmo que ele faleça as filhas que não se casarem recebem integralmente o salário com qualquer idade, eu conheço algumas filhas de oficiais das forças armadas, que são funcionários públicas federais e que acumulam com o salário de pensão do oficial da força armada, isso não poderia ser revisto? Eu entendo que isso poderia chegar a um limite de até 30 anos para a pensão o que seria razoável, o resto a pessoa consegue se sustentar, mas conforme eu disse os políticos não sabem também o que é bom senso, está tudo ERRADO! O povo precisa exigir seus direitos!

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Divino 29/04/2017

O deputado foi obediente a Taques e ao mesmo tempo criou um mal estar com o partido pra justificar sua ida pro PSDB sem perder o cargo. Mas não será perda alguma para o PSB. Aliás faz tempo que ele o Mauro Mendes usam o partido. Espero que o Wellington Fagundes venha para o partido e seja nosso candidato ao governo estadual.

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2 comentários