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Cuiabá, 23 de Junho de 2026
23 de Junho de 2026

20 de Abril de 2018, 20h:45 - A | A

PODERES / COMPRA DE APARTAMENTO

Justiça bloqueia R$ 300 mil de Mauro Mendes e juíza por fraude em leilão do TRT

O Ministério Público acusa Mauro Mendes de ocultar a compra de um apartamento em favor da juíza aposentada Carla Reita durante um leilão do Tribunal Regional do Trabalho em 2009.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A Justiça mandou bloquear R$ 300 mil das contas do ex-prefeito de Cuiabá e atual pré-candidato ao Governo do Estado, Mauro Mendes (DEM), e da juíza aposentada compulsoriamente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT) Carla Reita Faria Leal em uma ação no qual ambos são réus por crime de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.

A decisão foi dada, na última quarta-feira (18), pelo juiz Raphael Cazelli de Almeida Carvalho, da 8ª Vara Federal de Cuiabá, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) referente às investigações que apuram a aquisição de empréstimo para compra de um apartamento localizado Edifício Ville Dijon, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, em um leilão da Justiça do Trabalho.

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Segundo a denúncia, em 2009, a juíza Carla Reita atuou no processo de execução do bloqueio do imóvel para garantir o pagamento de uma ação trabalhista. Após decretar a penhora, o apartamento foi arrematado por Mauro Mendes em um leilão e depois de um ano repassado à magistrada.

No entanto, Carla Reita não podia ter adquirido o apartamento porque o leilão foi promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho órgão em que atuava. Esse tipo de transação é vedada por lei.

Ainda de acordo com o MPE, com a finalidade de burlar as regras, Mauro e Carla simularam um empréstimo que ocorreu no mesmo ano e com o valor exato de R$ 300 mil fato que também levanta suspeita dos promotores de justiça.

Apesar da decisão do juiz Raphael Cazelli de Almeida Carvalho, o mérito do processo ainda será analisado e pode culminar na perda de função pública e suspensão dos direitos políticos.

Na ação, o juiz lembrou que Carla Reita foi aposentada compulsoriamente pelo Tribunal do Trabalho em grau de recurso justamente por envolvimento neste caso.

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João da Silva 21/04/2018

Ótima , juíza do trabalho , só não deveria ter amizade com políticos ,no final quem se lascou foi ela... o esposo é advogado tributarista, mega político!

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1 comentários