DAFFINY DELGADO
APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) detonou a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que concedeu, durante plantão do último fim de semana, o benefício de prisão domiciliar ao empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, de 57 anos, que executou a ex-companheira e o então namorado dela a tiros, em Cuiabá.
O deputado comparou a decisão a desastres ecológicos de grande magnitude, causando descrédito ao judiciário mato-grossense.
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"É um verdadeiro desastre ecológico, um verdadeiro incêndio no pantanal, uma enchente no Sul, que causa descrédito na Justiça", disse Júlio.
Carlinhos, que é filho do ex-governador e ex-deputado federal Carlos Bezerra, estava preso desde janeiro deste ano, pelo duplo homicídio confesso da ex-namorada, Thays Machado, e do então namorado dela, Willian César Moreno, em plena luz do dia em Cuiabá.
Leia mais - Justiça concede prisão domiciliar a Carlinhos Bezerra por causa de problemas de saúde
Na decisão da Segunda Câmara Criminal do TJ, os magistrados atenderam a um pedido da defesa, que alegou que o empresário tem problemas de saúde e por isso a necessidade do tratamento realizado em casa.
Apesar de entender que a decisão é cabível perante a lei, Júlio acredita que, para a sociedade mato-grossense, a "soltura" do réu foi concedida muito cedo.
"Juridicamente foi um ato que a lei permitia. Agora, socialmente e politicamente foi um desastre ecológico. Lamentavelmente a sociedade mato-grossense mais uma vez se revolta com essa decisão, que foi estapafúrdia, tomada no final de semana e que veio contrário ao que pensa a sociedade", declarou.
"Eu acho que foi muito cedo pra essa decisão ser tomada, menos de um ano do crime. Agora temos que acelerar o julgamento. Dentro da lei os desembargadores dizem o seguinte, que prisão preventiva é 89 dias, então nesse período o processo tem que ser concluído e marcado o julgamento. Não foi feito isso, não marcou o julgamento. Então, baseados na própria lei e ainda alegando problemas de saúde, foi tomada essa decisão", emendou.
MP vai recorrer
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) garantiu que vai ingressar com um recurso para derrubar a decisão do Tribunal de Justiça que concedeu prisão domiciliar ao empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra.
O crime
O duplo homicídio aconteceu no dia 18 de janeiro deste ano, na frente do prédio onde morava a mãe de Thays, no bairro Consil, em Cuiabá. Carlinhos Bezerra chegou em um Renault Kwid, parou e efetuou vários disparos contra as vítimas e fugiu em seguida.
O casal morreu ainda no local.
O empresário não aceitava o fim do relacionamento com a advogada e a perseguia de forma insistente há mais de um ano. Horas após o crime ele foi capturado na fazenda da família, em Campo Verde.














Benedito da costa 26/11/2023
O mais engraçado de tudo isso é que ele planejou o crime, não estava doente, estava em sua plenitude de faculdades mentais. Só agora que estava preso é que ficou com problema de saúde. Que em pleno plantão judicial foi solto e aguardar a prescriçao em casa? Tá errado, espero que o MPE recorra na mais alta corte obedecendo o devido processo legal contra esse camarada, que o CNJ abra processo disciplinar contra o Magistrado que concedeu a liberdade para o réu dado ao crime de grande comoção e investigação contra o médico que laudou a condição do paciente sem a contra prova.
Humberto de Azevedo Marques 24/11/2023
Declaração corajosa, sincera e que vai encontro do que pensa a sociedade Mato-grossense, Parabens Deputado.+
ANA 24/11/2023
PENA DE MORTE!
João da Costa Vital 23/11/2023
Esse estressado assassino tem que apodrecer na cadeia, um covarde que deu plantão na porta do condomínio da ex-namorada e numa emboscada atirou na ex- namorada e do atual namorado covardemente e de surpresa! Como que pode a justiça dá privilégio a esse frio assassino e covarde que a ex terminou o relacionamento com esse assassino covarde que atende pelo nome de Carlinhos Bezerra, vítima terminou com ele porque cansou de sofrer com esse estressado assassino e covarde.
DITINHOCPA 23/11/2023
É REVOLTANTE, SERÁ QUE SE TODO PRESO INFERMO RECORRER TERÃO O MESMO RESULTADO? ESSE TIPO DE CONDUTA DO JUDICIARIO TEM QUE SER INVESTIGADO PELA POLICIA FEDERAL, POIS O CNJ NÃO TEM CREDIBILIDADE POR SER CORPORATIVISTA AO EXTREMO.
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