RAFAEL MACHADO
RAUL BRADOCK
O pré-candidato ao Senado e ex-governador Júlio Campos (DEM) disse que foi pego de surpresa pelo pedido do governador Mauro Mendes (DEM) à Justiça Eleitoral para que fosse adiada a eleição suplementar ao Senado, marcada para o próximo dia 26 de abril, e que seja realizada junto com o pleito municipal, em outubro.
Em conversa com jornalista no Palácio Paiaguás na tarde desta quarta-feira (04), antes da coletiva do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, para explicar a decisão do governador, Campos comentou que a ideia deveria ter sido debatido antes com os pré-candidatos.
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Ao ser questionado sobre o que achou da decisão, ele preferiu não comentar e declarou que vai manifestar após o encontro com outros possíveis postulantes ao cargo. Ele foi até o Palácio Paiaguás para debater o assunto com o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), que também é pré-candidato ao pleito.
“Não sei se é incoerência. Acho que é um assunto que deveria ser conversado com os pré-candidatos já que estamos todos nós organizando, por exemplo, a nossa convenção é no dia 11 e já contratamos o local, já convidamos todas as delegações do interior do Mato Grosso, está vindo ônibus, comitiva dos companheiros democratas”, falou o ex-governador.
“Não sei se é incoerência. Acho que é um assunto que deveria ser conversado com os pré-candidatos já que estamos todos nós organizando, por exemplo, a nossa convenção é no dia 11 e já contratamos o local, já convidamos todas as delegações do interior do Mato Grosso, está vindo ônibus, comitiva dos companheiros democratas”, falou o ex-governador.
“Não li ainda, não posso dar essa interpretação. Primeiro, porque não sou advogado. Segundo, só vou ter posicionamento, acho que todos os pré-candidatos, após nos reunirmos e posicionarmos oficialmente todos em conjunto com relação a esse fato novo que ocorreu”, emendou.
Ao ser questionado se a medida beneficiaria ao ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) uma decisão para que assuma a vaga da senadora Selma Arruda (Podemos) em caso de vacância, até o eleito seja diplomado, ele lembrou o resultado de pesquisas que mostram Fávaro na lanterninha.
“Pelas pesquisas que temos, para Fávaro crescer assim, para competir para valer, vai demorar um pouco. Vai pelo menos um ano de mandato”, comentou citando que ele está com vantagem de 10 candidatos.
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