DA REDAÇÃO
O juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal Militar de Cuiabá e os quatro juízes militares que compõem o conselho de sentença dos policiais envolvidos no processo sobre os grampos telefônicos promovidos no âmbito da Polícia Militar, decidiram na tarde desta sexta-feira (16), que o governador Pedro Taques (PSDB) está dispensado de depor sobre o caso.
O depoimento de Taques foi solicitado pela defesa do cabo da PM, Gerson Correa, que é réu no processo e queria o governador como sua testemunha de defesa.
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O pedido de dispensa foi apresentado pela defesa do governador que alegou que Taques também é investigado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelos mesmos fatos, o que o impede de prestar esclarecimentos como testemunha do cabo Gerson.
O inquérito no STJ foi instaurado a partir de requerimento da Procuradoria-Geral da República, com base em sindicância aberta devido à denúncia do promotor de Justiça e ex-secretário estadual de Segurança Pública Mauro Zaque que denunciou o esquema de interceptações telefônicas clandestinas no Estado.
Antes da decisão dos juízes, a defesa do cabo Gerson havia insistido no depoimento do governador, alegando que não poderia esperar pela conclusão do inquérito que Taques responde no STF.
O argumento usado é que até lá, Gerson estaria condenado em primeira instância.
Prisões revogadas
Na mesma audiência o Conselho de Sentença revogou as prisões domiciliares dos coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros.
A partir da decisão, os militares passam a cumprir apenas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. O cabo Gerson também foi beneficiado com a mesma medida.
O Conselho de Sentença da Justiça Militar de Cuiabá é formado, além do juiz Murilo Moura Mesquita, pelos coronéis Elierson Metello de Siqueira, Valdemir Benedito Barbosa, Luiz Cláudio Monteiro da Silva e Renato Antunes da Silveira Junior.
















Analista 19/03/2018
Pedro Taques já era para ter sido afastado do governo no caso dos grampos e nos desvios da Seduc, mas foi protegido pelos deputados corruptos (os mesmos que apoiaram o Silval), era para estar preso, mas a juíza Selma Arruda arquivou a delação do Alan Malouff, seu coordenador de campanha. Agora nos resta rechaçá-lo nas urnas. Sr Ricardo Ramos é um direito da defesa que suas testemunhas sejam ouvidas, mas o governador como acusado não está obrigado a juntar provas contra si e corria o risco de se comprometer ainda mais. Sabemos muito bem a quem interessava este sórdido esquema.
MARIA TAQUARA 16/03/2018
pizza né?
Ricardo Ramos 16/03/2018
Ate que enfim, esse cabo parecia mais um general, exigindo isso e aquilo e todo mundo acatando. Ele pode até ser um cara legal, mas pelas imagens postadas na mídia ficava parecendo que o mesmo e o seu ego não caberia num elevador. Agora precisa ser identificado quem seria o personagem que ficava insuflando este excelentíssimo senhor cabo.
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