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Cuiabá, 24 de Junho de 2026
24 de Junho de 2026

30 de Janeiro de 2018, 12h:19 - A | A

PODERES / DÍVIDA DE R$ 80 MIL

Juíza manda despejar delator por aluguéis atrasados

A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico de segunda-feira (29) e tem efeito imediato, uma vez que o advogado Júlio Cesar Domingues Rodrigues descumpriu acordo de conciliação firmado com a empresa em novembro de 2016.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



A juíza da 5ª Vara Cível de Cuiabá, Ana Paula Carlota Miranda determinou o despejo do delator da Operação Ventríloquo, o advogado Júlio Cesar Domingues Rodrigues, do imóvel onde ele mora, pela dívida de R$ 80,6 mil em aluguéis atrasados com a CVL Imóveis LTDA.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico de segunda-feira (29) e tem efeito imediato, uma vez que o advogado descumpriu acordo de conciliação firmado com a empresa em novembro de 2016.

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“Autorizo desde já o reforço policial e o arrombamento, que poderá se utilizado somente caso o Oficial de Justiça constate ser necessário para o cumprimento da ordem judicial”, também determinou a juíza.

“Autorizo desde já o reforço policial e o arrombamento, que poderá se utilizado somente caso o Oficial de Justiça constate ser necessário para o cumprimento da ordem judicial”, também determinou a juíza.

No acordo, Rodrigues tinha se comprometido em quitar a dívida de forma parcelada, com entrada de R$ 8 mil em dezembro de 2016 e outras doze parcelas, no valor de R$ 6 mil, a partir de janeiro de 2017.

“Diante das informações apresentadas, defiro o pedido e determino o imediato despejo compulsório do executado”.

No entanto, o delator descumpriu a determinação. “O executado intimado, deixou transcorrer in albis o prazo, não pagando o débito, nem mesmo desocupando o imóvel”.

“Diante das informações apresentadas, defiro o pedido e determino o imediato despejo compulsório do executado”, escreveu a magistrada.

Operação Ventríloquo

A operação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado, em 2015, e apura suposto esquema que teria desviado R$ 9,4 milhões da Assembleia Legislativa, em 2014, através de pagamentos indevidos e superfaturados ao então advogado do HSBC e primeiro delator do caso, Joaquim Fabio Mielli Camargo.

Na denúncia do MPE, os deputados Romoaldo Júnior e Mauro Savi, em parceria com o ex-deputado José Riva e Francisvaldo Mendes Pacheco, Júlio César Domingues Rodrigues, Anderson Flávio de Godoi, Luiz Marcio Bastos Pommot e Joaquim Fábio Mielli Camargo teriam constituído "organização criminosa" com objetivo de "saquear os cofres" da Assembleia.

Júlio Cesar Rodrigues tornou-se delator na segunda fase da operação. Ele se comprometeu em devolver R$ 340 mil aos cofres do Estado, em pagamentos parcelados, e entregou vídeos em que aparece conversando sobre o esquema com Romoaldo Júnior.

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