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26 de Março de 2018, 14h:43 - A | A

PODERES / FORTI E QUERUBIM

Juíza elogia PMs investigados e diz que não sabia sobre amante Taques

Selma Arruda foi arrolada como testemunha do cabo Gerson; A juíza relatou que não sabia que números interceptados eram de Tatiane Sangalli, ex-amante de Paulo Taques, então secretário da Casa Civil

RepórterMT

A juíza Selma Arruda depõe como testemunha arrolada pela defesa do cabo Gerson Correa, réu no processo dos grampos.

A juíza Selma Arruda depõe como testemunha arrolada pela defesa do cabo Gerson Correa, réu no processo dos grampos.

DA REDAÇÃO



Em depoimento ao juiz Murilo Moura Mesquita, na 11ª Vara de Justiça Criminal, sobre o caso das escutas telefônicas clandestinas, operadas em Mato Grosso, a juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Arruda elogiou a atuação do cabo Gerson Correa no Gaeco, assim como o coronel Evandro Lesco e o tenente-coronel Ronelson de Barros, ambos réus no processo dos Grampos Ilegais.  Em depoimento, ela disse que eles sempre colaboraram com as investigações contra o crime organizado.

Selma afirmou que teve contato com o cabo Gerson à época que ele atuava no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), e revelou as ameaças que estaria sofrendo. 

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Selma Arruda foi arrolada como testemunha pela defesa do cabo Gerson, após o governador Pedro Taques (PSDB) se recusar a depor, por responder pelo mesmo caso em instância superior.

JOÃO ARCANJO

Sobre a operação Forti, a magistrada relatou que o pedido de interceptação foi feito pela delegada Alana Cardoso para ouvir mulheres que teriam envolvimento com o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro e que representariam ameaça ao governador Pedro Taques.

A juíza relatou que não tinha conhecimento de que os números interceptados eram referentes à Tatiane Sangalli, ex-amante do ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques e da secretária dele, Caroline Mariane dos Santos. Ela declarou que só tomou conhecimento do fato após o escândalo dos grampos vir à tona e um assessor constatar a inserção dos números, nas interceptações das operações Forti e Querubin.

Ainda sobre a Operação Forti, Selma Arruda revelou que o delegado Flávio Stringueta pediu a quebra de sigilo bancário das investigadas, mas ela negou. A juíza afirmou que apenas a delegada Alana Cardoso e o investigador de polícia, Rafael Meneguini foram autorizados a ouvir as interceptações.

Ao ser questionada pelo promotor de Justiça, Alan Sidney de Souza, sobre as escutas referentes à deputada Janaina Riva e ao jornalista José Marcondes Muvuca, a magistrada declarou que ambos nunca foram investigados na Sétima Vara por ela. 

 

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