DA REDAÇÃO
O Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu não abrir Processo Administrativo (PAD) para investigar o juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, por suposta participação no esquema de escutas telefônicas ilegais, denominada de “grampolândia pantaneira”. O pedido de arquivamento foi feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) e aprovado por unanimidade pelos magistrados.
O processo entrou em julgamento no último dia 24 de janeiro, mas a análise foi suspensa depois do pedido de vista do desembargador Luiz Carlos da Costa e foi retomado na sessão desta quinta-feira (14).
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A ação para investigar o magistrado foi aberta após o esquema de grampos ilegais ser tornar um dos maiores escândalos do país devido à repercussão nacional do caso, no ano de 2017, durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB). Taques é acusado de ser um dos líderes do esquema de barriga de aluguel. Veja aqui
À época, o programa Fantástico, da TV Globo, mostrou que os pedidos de grampos feitos pelo coronel da PM Zaqueu Barbosa, ex-comandante do Comando-Geral da PM, idealizou uma Central Clandestina de Escutas para grampear empresários, políticos, advogados e jornalistas.
No período, o então juiz da comarca de Cáceres (222 km de Cuiabá), Jorge Alexandre Martins Ferreira, autorizou as interceptações telefônicas sem conferir os números, sob a alegação de que a lista era para investigar integrantes do tráfico de drogas na fronteira.
Em depoimento ao juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar de Cuiabá, Jorge Alexandre Martins Ferreira confirmou que os pedidos de grampos foram feitos pelo coronel, mas que nunca recebeu áudio das gravações realizadas pelos investigados.
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