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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
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14 de Julho de 2019, 14h:10 - A | A

PODERES / REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Jayme e Wellington defendem inclusão de estados e municípios no projeto

Senadores afirmam que já há um consenso entre os parlamentares em apresentar uma nova PEC para incluir os estados e municípios na Reforma da Previdência

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



Os senadores Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PR) declararam ser favoráveis à inclusão dos estados e municípios na reforma da Previdência que é discutida no Congresso. Diferente dos colegas da bancada de Mato Grosso, a senadora Selma Arruda (PSL) é contra.

O texto seguirá para análise no Senado depois da segunda votação da matéria na Câmara dos Deputados, que deve ocorrer no início de agosto.

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Jayme explicou que existe certo consenso entre os senadores de se criar uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição] em separado para incluir os estados e municípios na reforma. Com essa possibiidade, o goverador Mauro Mendes (DEM) e demais gestores têm intensificado as articulações junto a suas bancadas

Isso seria para evitar alterações no texto original para que ele não seja analisado novamente pelos deputados federais. Isso atrasaria ainda mais a aprovação da matéria, considerada urgente pelo Governo.

"A ideia é fazer uma nova PEC, propondo que os estados e municípios também façam uma reforma previdenciária", destacou o senador Jayme Campos.

"A ideia é fazer uma nova PEC, propondo que os estados e municípios também façam uma reforma previdenciária", destacou o democrata.

Jayme defendeu que a reforma que está sendo feita "é muito boa para Brasil", mas que poderia ser melhor com a inclusão dos outros entes federados.

Para ele, se estados e municípios não forem incluídos, "isso vai arrebentar para o próprio Governo Federal". 

"Mato Grosso terá um passivo, nos próximos anos, no entorno de R$ 3,6 bilhões, segundo os cálculos do próprio Governo do Estado. Isso lá na frente vai sobrar para a União", destacou.

Para Wellington Fagundes “o Brasil é um só” e a Reforma da Previdência precisa ser tratada dessa maneira.

"Se a gente não tratar isso de forma única, o Brasil fica nessa confusão e nós somos um país federativo", defendeu Wellington.

"Se a gente não tratar isso de forma única, o Brasil fica nessa confusão e nós somos um país federativo", defendeu Wellington.

Observou que o fato de os salários dos servidores municipais, estaduais e federais serem diferentes, isso não inviabiliza a proposta da nova PEC, “pois o regime da Previdência é único" no final das contas.  

Ele concorda com Jayme de que a questão dos estados e municípios precisa ser tratada de modo fatiado, com a apresentação da nova PEC, para não atrapalhar a aprovação da proposta original que foi debatida no Congresso.

"Aquilo que foi votado na Câmara, a ideia é que não se modifique. Qualquer alteração, seria em separado, promulga a da Câmara e continua discutindo no Senado [a PEC da inclusão dos estados e municípios na reforma]”, reforçou.

Selma é contra

Já a senadora Selma defende que cada Estado tem sua realidade e precisa resolver o seu rombo da Previdência de maneira interna, aprovando uma lei na Assembleia Legislativa.

"Sou contra. Eu acho que não deve incluir [estados e municípios]. Cada um deve, de acordo com suas realidades e características, regular internamente", disse em conversa com jornalistas durante evento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na sexta-feira (12).

Governador quer unificação

"Nós somos um país. Temos cidadãos trabalhando no setor público e privado no país inteiro. Como é que vai ser um país que o setor privado vai ter sua Previdência, a União terá a sua e os estados e municípios cada um terá uma Previdência diferente?", questionou Mauro Mendes.

 

O governador Mauro Mendes (DEM) defende a inclusão de estados e municípios por modelo único de Previdência.

"Nós somos um país. Temos cidadãos trabalhando no setor público e privado no país inteiro. Como é que vai ser um país que o setor privado vai ter sua Previdência, a União terá a sua e os estados e municípios cada um terá uma Previdência diferente?", questionou Mauro Mendes.

Ele também atentou para o fato de 2019 ser um ano pré-eleitoral e que muitos municípios não conseguiriam aprovar suas próprias previdências, por se tratar de um tema impopular.

"Vocês acham que 5.600 municípios brasileiros vão conseguir em ano pré-eleitoral fazer Reforma da Previdência? Vocês acham que muitos estados brasileiros vão conseguir aprovar? Vocês sabem quanto de prejuízo nós temos por mês em Mato Grosso na nossa Previdência? São R$ 100 milhões todo mês", ressaltou.

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Pardal 15/07/2019

Deveria esperar mais um pouco para inclusão de Cuiabá e Mato Grosso , pois vamos ver o resultado parcial da reforma da previdência na UNIÃO. Creio que em 2022 poderia ser incluso no mês de agosto /2022.

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