RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) projeta reduzir, a partir do segundo semestre deste ano, o número de parcelas feitas na folha de pagamento dos servidores públicos. O objetivo, segundo o secretário da Sefaz Rogério Gallo, é quitar os quase R$ 600 milhões em apenas duas vezes e não mais em três como tem ocorrido desde o início do ano.
“Hoje fazemos em três [parcelas]. No início do segundo semestre, julho ou agosto, vamos diminuir a quantidade de parcelas e nos aproximar trazendo para o dia 10”, disse Gallo.
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“Hoje fazemos em três [parcelas]. No início do segundo semestre, julho ou agosto, vamos diminuir a quantidade de parcelas e nos aproximar trazendo do dia 10”, disse Gallo.
Ainda de acordo com o secretário, o cronograma do Governo é fechar 2019 com o salário pago integralmente até o dia 10 de cada mês, como prevê a lei. Em novembro passado, quando a gestão Pedro Taques (PSDB) anunciou escalonamento de salário, Gallo declarou, em entrevista à imprensa, que Mato Grosso iria fechar 2018 com um déficit de R$ 1,7 bilhão. À época, o secretário destacou como principal entrave financeiro as dívidas com fornecedores, Previdência Social, folha de pagamento e o 13º dos comissionados e servidores que fazem aniversário nos últimos dois meses do ano.
Só de décimo terceiro a dívida era de R$ 130 milhões. O valor foi dividido em quatro vezes pelo governador Mauro Mendes (DEM) em janeiro, poucos dias após assumir o cargo.
O secretário também citou um repasse de R$ 150 milhões, na área de saúde, aos municípios, que deveria ter sido pago em 2016. Também entrou na conta a folha salarial dos servidores referente ao mês de dezembro que foi quitada em janeiro de forma escalonada, no valor de R$ 470 milhões. Outro fator que teria contribuído para o rombo foi a não transferência do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX). Atualmente, o Governo do Estado ainda tenta reaver o montante e assegurar o pagamento do auxílio deste ano.
Recentemente, um relatório elaborado pela equipe econômica do próprio Governo, no início deste mês, traz dados assustadores sobre as dívidas do Estado.
O documento aponta que, em janeiro passado, pelo menos 11.424 mil fornecedores estavam sem receber e 335 obras paralisadas por falta de recursos. Isso representa, em restos a pagar, uma dívida de R$ 3,5 bilhões. O objetivo da Sefaz é equilibrar o caixa até 2020.
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