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24 de Dezembro de 2019, 14h:00 - A | A

PODERES / TRANSFERÊNCIA POLÊMICA

Governo recorre de decisão judicial que determinou retorno de delegado à Defaz

Lindomar Tofoli conseguiu liminar na Justiça após afirmar ser vítima de perseguição política, já que em 10 dias foi transferido para três delegacias diferentes, sem justificativa.

RepórterMT/Reprodução

O delegado ingressou com um processo, em que uma das alegações é de que ele é vítima de perseguição política.

O delegado ingressou com um processo, em que uma das alegações é de que ele é vítima de perseguição política.

MAJU SOUZA
DA REDAÇÃO



A Procuradoria Geral do Estado (PGE) - que representa os interesses do Governo - tentará reverter no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) a decisão liminar do juiz Yale Sabo Mendes, da 7° Vara Cível de Cuiabá, que determinou o retorno imediato do delegado Lindomar Tofoli à Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).

A determinação ocorreu no início do mês após o delegado ingressar com uma ação alegando ser vítima de perseguição política, já que em 10 dias foi transferido para três delegacias diferentes, sem justificativa.

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Pela lei, o delegado que compõe a classe especial desde 2008, não pode ser transferido de função sem consentimento ou motivo.

A transferência de Tofoli veio a público no mesmo dia em que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) protocolou denúncia na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) afirmando que o governador Mauro Mendes (DEM) estaria usando a máquina do Estado para prossegui-lo politicamente.

O afastamento do delegado Tofoli seria uma espécie de punibilidade por não ter investigado o prefeito. O Governo nega veementemente as suspeitas, que partiram de Emanuel Pinheiro em forma de denúncia aos deputados estaduais.

"Tais declarações são infundadas e afrontam a inteligência da população, até porque os delegados citados sequer estão à frente das investigações ventiladas. Além disso, as remoções são atos legais e frequentes na instituição e ocorreram em razão da criação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) via Decreto 267/2019 publicado em outubro deste ano, ou seja, mais de um mês antes da lavratura do Boletim de Ocorrência supracitado, bem como a consequente reconfiguração da Defaz", escreveu Mário Dermeval Aravechia de Resende, delegado Geral da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso. (veja aqui)

 

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