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Cuiabá, 18 de Junho de 2026
18 de Junho de 2026

24 de Dezembro de 2019, 14h:00 - A | A

PODERES / TRANSFERÊNCIA POLÊMICA

Governo recorre de decisão judicial que determinou retorno de delegado à Defaz

Lindomar Tofoli conseguiu liminar na Justiça após afirmar ser vítima de perseguição política, já que em 10 dias foi transferido para três delegacias diferentes, sem justificativa.

MAJU SOUZA
DA REDAÇÃO



A Procuradoria Geral do Estado (PGE) - que representa os interesses do Governo - tentará reverter no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) a decisão liminar do juiz Yale Sabo Mendes, da 7° Vara Cível de Cuiabá, que determinou o retorno imediato do delegado Lindomar Tofoli à Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).

A determinação ocorreu no início do mês após o delegado ingressar com uma ação alegando ser vítima de perseguição política, já que em 10 dias foi transferido para três delegacias diferentes, sem justificativa.

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Pela lei, o delegado que compõe a classe especial desde 2008, não pode ser transferido de função sem consentimento ou motivo.

A transferência de Tofoli veio a público no mesmo dia em que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) protocolou denúncia na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) afirmando que o governador Mauro Mendes (DEM) estaria usando a máquina do Estado para prossegui-lo politicamente.

O afastamento do delegado Tofoli seria uma espécie de punibilidade por não ter investigado o prefeito. O Governo nega veementemente as suspeitas, que partiram de Emanuel Pinheiro em forma de denúncia aos deputados estaduais.

"Tais declarações são infundadas e afrontam a inteligência da população, até porque os delegados citados sequer estão à frente das investigações ventiladas. Além disso, as remoções são atos legais e frequentes na instituição e ocorreram em razão da criação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) via Decreto 267/2019 publicado em outubro deste ano, ou seja, mais de um mês antes da lavratura do Boletim de Ocorrência supracitado, bem como a consequente reconfiguração da Defaz", escreveu Mário Dermeval Aravechia de Resende, delegado Geral da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso. (veja aqui)

 

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