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Cuiabá, 04 de Junho de 2026
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04 de Outubro de 2022, 12h:22 - A | A

PODERES / GESTÃO DA MT PAR

Governo do Estado assina TAC para assumir BR-163 nesta terça; obras começam em 2023

Com isso, a Concessionária Rota do Oeste sai e a administração da rodovia ficará com a MT Par (MT Participações e Projetos).

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



O governo de Mato Grosso vai assinar na tarde desta terça-feira (04), o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para assumir a concessão da BR-163, em Mato Grosso. Com isso, a Concessionária Rota do Oeste sai e a administração da rodovia ficará com a MT Par (MT Participações e Projetos).

Considerada uma das BRs mais importantes do país, ela é usada para o escoamento da produção de grãos no Estado, mas sem duplicação é palco de mortes constantes devido aos diversos acidentes.

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A proposta apresentada pela gestão de Mauro Mendes (União Brasil) visou dar celeridade ao processo de duplicação da rodovia, que está parado há anos. Isso porque, a Rota, empresa que ganhou a concessão do Governo Federal, em 2013, cobra pedágio, mas não duplicou a via alegando que não tinha condições para fazer a obra.

Com isso, a empresa devolveu a concessão amigavelmente, mas segue cobrando pedágio na BR-163. Com isso, o Governo Federal pretendia realizar uma nova relicitação, mas o processo demoraria em torno de cinco anos ou mais, para que o problema da rodovia que já tirou dezenas de vidas, fosse solucionado.

Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU), aprovou a proposta elaborada pelo Estado em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Para o ministro Bruno Dantas, relator do processo, foi demonstrado ao tribunal a vantajosidade da proposta, pois permitirá a retomada imediata das obras, mantendo o atual patamar tarifário, ao invés do uso do instrumento da relicitação, que poderia demorar.

Ainda assim, para liberação do TAC, o TCU pontuou alguns dos principais acordos a serem cumpridos pelo Governo de Mato Grosso. São eles; aporte de R$ 1,2 bilhões, equalização das dívidas, prazo de oito anos para saneamento das obras previstas em contrato, manutenção das tarifas de pedágio e compartilhamento de risco de impacto de novas ferrovias concorrentes à rodovia.

A previsão é que as obras tenham início já no início do próximo ano.

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