CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO
Pressionado por deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para deixar o cargo no Estado o mais rápido possível, o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo (DEM), afirmou que permanece na gestão até o dia em que o governador Mauro Mendes (DEM) precisar, e não vê motivos para ser perseguido pelos parlamentares.
“Não gosto de ficar fazendo crítica a deputado, cada um é livre pra fazer o que quiser, mas nunca tive qualquer fato que justificasse perseguição a minha pessoa e vou trabalhar até o dia que o governador achar necessário”, afirmou o secretário.
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Gilberto passou a ser cobrado ainda em 2021, quando um grupo de deputados afirmou que o secretário estaria sendo favorecido na corrida eleitoral de 2022 por ter “o poder da caneta”. Isso porque Gilberto, que era vereador por Cuiabá quando assumiu a Pasta, é pré-candidato declarado à ALMT.
Para amenizar a situação, o combinado no governo era que o gestor sairia do cargo em 31 de dezembro. Depois, em 31 de janeiro. Agora, o governador revelou que pediu, mais uma vez, que Gilberto adie sua saída em razão do agravamento do cenário da pandemia da covid-19. Não há nova data para o gestor deixar a Pasta.
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“Eu gostaria que a Assembleia analisasse o sacrifício e o esforço que estou fazendo para me dedicar a atender a necessidade da população. Eu exerço um cargo de confiança do governador do Estado. Ele foi eleito governador e tem direito de escolher seu staff. Minha vontade pessoal era já ter saído, mas o estado solicitou minha presença”, comentou Gilberto.
O secretário ressaltou que a legislação eleitoral determina que aqueles que ocupam cargo no Executivo devem deixar a vaga seis meses antes da eleição, ou seja, até o mês de abril, e que a mesma regra vale para Mato Grosso, sugerindo que pode ficar no cargo até o prazo limite.
Ele ainda chegou a dizer que não interfere nos trabalhos dos deputados na Assembleia e que tem trabalhado para enfrentar a pandemia e não fazer campanha. Ao final, disse: “Se alguém me ver por aí fazendo campanha, então, que denuncie, porque não estou”.
Até o momento, nenhum deputado comentou publicamente sobre o adiamento da saída do gestor.
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